13/03/2024
Esse diálogo, atribuído ao escritor norte-americano Ernest Hemingway, bem retrata uma das maiores verdades quanto à relação necessária entre advogado e cliente. A jornada a ser percorrida durante um processo nunca é do defensor que nele atua, mas da pessoa pelo qual seus interesses são representados. Signif**a dizer que todo advogado é convidado a acompanhar a jornada daquele que lhe contrata.
Em tempos de desvalorização de honorários advocatícios, de publicidade indevida ou não autorizada de defesas criminais para autopromoção e de enfrentamentos indevidos entre atores processuais, talvez essa seja uma das principais perguntas que alguém deve fazer ao pensar na contratação de um profissional: “Quem estará nas trincheiras ao meu lado?”.
A advocacia, como serviço a ser prestado, muito mais do que um trabalho em busca de uma decisão final, é uma experiência tida com o cliente e que deve almejar reduzir ao máximo os desconfortos inerentes de qualquer processo.
Muitas vezes, mais importante do que o resultado buscado, uma absolvição ou pena menor, por exemplo, é a forma como o cliente passou pelos longos anos de processo até essa chegada. Aqui é que cabe ao advogado auxiliar para que esse trajeto seja o menos traumatizante possível.
É dever do advogado manter o cliente informado de como tudo funciona e como será o desenrolar do procedimento. É seu dever tirar todas as dúvidas que o cliente tiver. Lhe acalmar nos momentos de pânico e incerteza. E, talvez uma das coisas mais relevantes, nunca criar falsas expectativas sobre o que pode acontecer.
Ou seja, parafraseando o diálogo do célebre autor:
“- Quem estará no processo ao teu lado?
- E isso importa?
- Mais do que a própria decisão final.”