23/10/2026
A LC 236/2026 trouxe uma novidade inédita no sistema tributário brasileiro: pela primeira vez, existe um limite nacional para multas tributárias.
A regra é clara: quando não há fraude, sonegação, conluio doloso ou reincidência, a multa não pode ultrapassar 75% do valor do tributo devido.
Na prática: uma autuação de R$ 1.000.000,00 com multa de 100% (situação comum) estaria limitada a R$ 750.000,00. Uma diferença de R$ 250.000,00 em favor do contribuinte.
E os processos antigos?
Aqui está o ponto mais relevante para quem já tem uma autuação em discussão.
O CTN prevê a chamada retroatividade benigna: quando uma lei posterior estabelece penalidade menos severa do que a vigente à época da infração, ela pode ser aplicada a fatos passados, desde que o processo ainda não tenha sido definitivamente julgado.
Isso significa que contribuintes com autuações ainda em discussão administrativa ou judicial podem sustentar a aplicação do novo teto ao seu caso.
⚠️ Um alerta importante e frequente fonte de confusão:
O teto de 75% não é um desconto de 75% na multa. São institutos diferentes:
🔹 Teto de 75%: define o percentual máximo que a multa pode representar sobre o tributo
🔹 Descontos por conformidade: reduzem o valor da multa já aplicada, para quem regulariza a dívida ou adere a programas de conformidade.
Cada autuação exige análise individual. Nem toda multa antiga será automaticamente reduzida, mas muitas podem ser.
Tem uma autuação em andamento? Fale com a MMPA.
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