26/11/2020
Dentro da vida em sociedade, as pessoas, classificadas entre o gênero feminino ou masculino, recebem diferentes estímulos e orientações, desde o nascimento.
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Como dependentes de outras pessoas, as/os recém nascidas/os vão assimilando as regras sociais e culturais a partir da comunicação, tratamento, vestimentas, alimentação, cuidados etc daqueles de quem dependem.
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Estas pessoas também passaram pela mesma “educação social”, que ocorre na família e/ou onde esta criança recebe sua criação, creches, escolas, casa de amigas/os, espaços públicos, atividades extra-classe, convivência com a vizinhança e mais uma infinidade de exemplos. Damos a isto o nome de socialização, conforme dispõe o dicionário Aurélio, que uso novamente neste post:
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“Significado de Socialização
[Sociologia] Desenvolvimento da consciência social, do espírito de solidariedade e cooperação nos indivíduos de uma comunidade.
[Psicologia] Adaptação de uma criança à vida em grupo (família, escola etc.)”.
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Ocorre que há uma grande diferença nos estímulos dados para cada gênero 🙅🏻♀️🤷🏻♀️
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Frequentemente, a menina é socializada para: desenvolver o senso da maternidade; ser cuidadosa c/ o corpo, saúde, sentimento das outras pessoas; obter e depender de aprovação social de suas condutas; realizar tarefas domésticas; se relacionar com um menino/homem; ser discreta e não se mostrar, incluindo nas questões se***is; sentar de pernas fechadas; viver em constante vigilância quanto ao corpo, peso, aparência etc.
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O menino, por sua vez, geralmente é socializado para: desenvolver o senso aventureiro; ser criativo e ambicioso; gostar de alta velocidade e adrenalina; não falar sobre sentimentos; se relacionar com diversas meninas/mulheres; ser potente e poderoso em todos os atos, especialmente nas questões se***is; viver conforme a sua “natureza” e não ligar tanto para questões de saúde e cuidado com o corpo etc.
Essas orientações são reflexos da nossa cultura e causam diversos reflexos prejudiciais para as crianças (futuros adultos), especialmente por conta da DIFERENÇA de estímulos.
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Pelos estudos feministas, percebemos que a sociedade relaciona características específicas para cada gênero, colocando as pessoas em caixas de habilidades diferentes sob suposição de que a natureza ou deuses dizem que aquela pessoa é naturalmente assim e ponto - desconsiderando a influência da socialização.
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Como resultado, vemos a violência de gênero aumentar e refletir em todos os espaços da vida em sociedade, em flagrante desrespeito à Constituição Federal, aos Direitos Humanos, ao Estatuto da Criança e Adolescente, à Lei Maria da Penha e tantas outras normas.
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Assim, verificamos que não basta a lei para que as coisas mudem, é necessário a ação do Estado e de cada pessoa, colocando consciência em cada ato diário.
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Como vc tem participado da socialização das crianças?
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