Claudia Bressler Advocacia

Claudia Bressler Advocacia Advocacia especializada na assessoria educacional, empresarial, cível e direito digital.

Educar crianças e adolescentes para as relações interpessoais é afirmar que nós, seres humanos, temos a nossa força e re...
07/01/2026

Educar crianças e adolescentes para as relações interpessoais é afirmar que nós, seres humanos, temos a nossa força e realização nas relações de afeto que construímos. Nós existimos a partir da formação de uma identidade única que é confirmada diante da família, dos colegas, dos professores e demais ambientes que frequentamos.
A convivência traz as suas dificuldades, pois existem limites a serem respeitados, o que fundamenta a existência de normas morais, éticas, religiosas e jurídicas. As normas de convivência são, portanto, fruto da evolução civilizatória, em que se compreende a impossibilidade de existir cooperação entre os seres humanos em um “mundo sem regras”. Também é preciso considerar que, há muito, a humanidade já compreendeu que a “lei do mais forte” é nociva para o convívio de longo prazo, tendo os sistemas jurídicos evoluído para outras formas de organização social.
No entanto, diante de tantos acontecimentos que povoam o noticiário local, nacional e internacional é preciso considerar que alguns princípios civilizatórios têm sido deixados de lado, em nome da suposta lei do mais forte. Isso se percebe nos eventos de violência que permeiam as relações humanas e o desafio dos educadores cresce à medida em que parece não haver consequências para quem abusa da sua força.
Os fenômenos que precisam ser trabalhados, tanto pelas escolas, como pelas famílias, passam pela intervenção nas relações de poder. Comportamentos como bullying, ciberbullying, racismo, misoginia e tantos outros atos que prejudicam a boa convivência, em última medida, são o uso da força por aquele que supõe estar em alguma vantagem e que não sofrerá as consequências dos seus atos. Se os adultos afirmam essa prática, será mais difícil educar para a cooperação.
A lei do mais forte, embora pareça ser sinônimo de sucesso momentâneo, tem efeitos preocupantes para o presente e para o futuro, em um ambiente de convivência coletiva. É tarefa dos adultos promover a reflexão sobre o crescimento dos casos em que essa forma de resolução de problemas tem sido aplicada e buscar alternativas concretas, especialmente por meio do exemplo. Aliás, o exemplo ensina mais que qualquer discurso.

O bullying é tema recorrente nas relações entre crianças e adolescentes, pois nessa etapa do desenvolvimento os jovens a...
18/10/2025

O bullying é tema recorrente nas relações entre crianças e adolescentes, pois nessa etapa do desenvolvimento os jovens aprendem e experimentam formas de estabelecer suas vivências coletivas.
A tarefa de educar para o relacionamento nos espaços sociais implica consolidar valores morais e proporcionar a reflexão para a ética da conduta.
Diante de um “episódio”, quando a vítima afirma que sofreu bullying e o agressor refere que estava apenas brincando ou que as agressões são recíprocas, é natural que os adultos tenham dúvidas sobre o modo de agir e orientar.
É preciso que se diga, contudo, que nem tudo é bullying, assim como existem atos muito graves, que precisam ser combatidos.
A tarefa dos educadores é f**ar alerta especialmente para a intencionalidade, alertando-se que:
- Não é bullying a situação de conflito entre colegas, em que existe desacordo claro entre as partes (conseguem justif**ar sua posição), há capacidade de persuasão para um acordo, deixar para lá ou estabelecer distanciamento;
- Não é bullying a discordância repetida, mas não intencional e sem disputa de poder entre as figuras envolvidas.
Existem outras situações que transitam no espaço delicado das patologias que podem indicar a necessidade de tratamento, pois a convivência exige adaptação de todos, não sendo possível justif**ar a agressão ao outro, sob o argumento da doença.
Sob o aspecto ético, é importante orientar crianças e adolescentes, afirmando que a brincadeira só existe “quando todos brincam”.
Quando uma pessoa não se diverte, não se está diante de uma brincadeira e o comportamento precisa ser modif**ado.
A legislação é vasta quanto à responsabilidade da escola, especialmente na atuação vigilante dos professores e equipe pedagógica, estimulando e exercitando com os alunos práticas de convivência saudável e respeitosa. Não signif**ava somente punir, embora seja indispensável estabelecer consequências, quando se está diante de verdadeira agressão. A escola tem o dever pedagógico de estabelecer programas que proporcionam e estimulam vivências éticas, desde a primeira infância, permitindo que, ao chegar na puberdade, esses valores estejam assimilados e possam ser colocados em prática.

Escreveu o filósofo Robert Spaemann: “Escutamos frequentemente, hoje em dia, que o papel da educação é a de ensinar os j...
15/10/2025

Escreveu o filósofo Robert Spaemann: “Escutamos frequentemente, hoje em dia, que o papel da educação é a de ensinar os jovens a defender seus interesses. Mas há uma tarefa bem mais fundamental, que consiste em ensinar os homens a ter interesses, a, como se diz, “se interessar por alguma coisa”. Porque aquele que somente aprende a defender seus interesses, mas não se interessa por nada distinto dele mesmo, este não pode ser um homem feliz. É por isso que a cultura, a formação de interesses objetivos, a percepção do conteúdo de valor da realidade efetiva são elementos essenciais da vida realizada”.

A resposta é sim, ele usa. E possivelmente os adultos estejam estimulando o seu uso, porque é necessário estar ambientad...
14/08/2025

A resposta é sim, ele usa. E possivelmente os adultos estejam estimulando o seu uso, porque é necessário estar ambientado com as novas tecnologias e porque é tema onipresente na escola, no mundo corporativo e em todos os ambientes de convívio. Plataformas que geram textos, orientam respostas e, até mesmo, que respondem às nossas consultas têm sido disseminadas e parece que não temos alternativa. Textos, reels, posts, ofertas de cursos e tantas outras mídias afirmam que esse é um caminho sem volta.
O alerta que é preciso fazer aos pais é que existem tecnologias que estão embarcadas em jogos ou redes sociais, por meio das quais se estabelece uma interação, simulando conversas realistas e criando vínculos emocionais com os usuários, especialmente com crianças e adolescentes. A tecnologia está programada para interagir e aprender, adaptando suas respostas como se fosse um “amigo virtual personalizado”, o que pode interferir na percepção da realidade e na formação de valores.
Algumas situações concretas já estão sendo compartilhadas com profissionais de saúde mental ou professores, pois existem adolescentes, por exemplo, apaixonados pelo personagem criado pela IA ou com dependência emocional signif**ativa, com riscos reais para a saúde. Existem notícias de casos extremos, culminando com automutilação, agressão a terceiros ou suicídio.
Esse é apenas um dos aspectos que são percebidos a partir as relações intensas que crianças e adolescentes têm estabelecido com os meios digitais, com potencial de extremo prejuízo para a vida individual e coletiva. Existem as consequências legais que não podem ser ignoradas. De qualquer modo, nosso papel como adultos responsáveis é acompanhar o que nossos filhos fazem nas suas relações virtuais, questionando sobre o conteúdo que acessam, fazendo a reflexão crítica dos conceitos compartilhados e proibindo determinados acessos, se for o caso.
É essencial nossa ação ativa e que possamos ajudar crianças e adolescentes a construírem relações saudáveis e respeitosas consigo mesmos e com a pessoas que os cercam, lembrando que não existe tecnologia que possa substituir a presença e o afeto.

Feliz Dia do(a) Advogado(a)!
11/08/2025

Feliz Dia do(a) Advogado(a)!

Quando a adolescência chega, existe uma mudança grande na rotina da família. Gradativamente passamos a perceber nos noss...
23/04/2025

Quando a adolescência chega, existe uma mudança grande na rotina da família. Gradativamente passamos a perceber nos nossos filhos uma série de iniciativas diferentes, modos de vestir, de mudar o cabelo, de expressar opiniões sobre o mundo e tantas outras transformações que fazem parte da construção da identidade. O quarto passa a ser um espaço cujo acesso precisa ser autorizado pelo adolescente, pois se mostra o ambiente privado dentro da casa da família e é saudável que seja assim.

Com relação ao seu acesso aos equipamentos eletrônicos, quando não existe um acordo prévio entre pais e filhos antes do acesso ser autorizado, muitos se deparam diante da polêmica sobre a privacidade dos adolescentes, já que defendem que a privacidade do quarto e das ideias deve se estender para o ambiente digital.

Interessante que os pais f**am inseguros sobre o respeito que devem estabelecer para com essa privacidade quando, na verdade, os adolescentes já abriram mão desta mesma privacidade ao ingressar em todas as redes sociais em que realizam o seu cadastro.

Os pais estão com receio de invadir a intimidade e as plataformas não só já fizeram isso, como também passam, por meio de algoritmos, a influenciar os interesses, os posicionamentos e os hábitos de consumo dos jovens.

As plataformas estão coletando dados e vendendo para as empresas de publicidade. Os algoritmos estão intensif**ando os rompantes dos adolescentes e resultando em conteúdo extremista. Quando alguma situação grave acontece, muitos pais se veem surpresos com o que são obrigados a enfrentar.

O resultado é o crescimento assustador de opiniões e comportamentos repletos de teor agressivo para com os demais, resultando em ações concretas que são muito preocupantes e têm tido repercussões jurídicas.

A conversa sobre a privacidade deve ser anterior ao momento em que a criança ou o adolescente passa a ter acesso ao ambiente digital. É importante deixar claro que os adultos podem e devem supervisionar o que acontece, pois essa conduta faz parte do seu dever de cuidado. Quem não realiza essa supervisão pode estar incorrendo em abandono digital.

Sabem o que é uma chuva de verão?A beleza pura rompendo o céu de verão, esse temor respeitoso que toma conta do coração,...
08/03/2025

Sabem o que é uma chuva de verão?

A beleza pura rompendo o céu de verão, esse temor respeitoso que toma conta do coração, sentir-se tão irrisório no próprio centro do sublime, tão frágil e tão repleto da majestade das coisas, impactado, agarrado, radiante pela generosidade do mundo...

Certezas que acabam de nascer e dias felizes que se anunciam em um novo nascimento.

Depois, como as lágrimas, deixam atrás de si uma longa praia lavada...

Certas chuvas de verão se implantam em nós como um novo coração.

(Recortes do texto de Muriel Barbery, em “A Elegância do Ouriço”)

Feliz Dia da Mulher para aquelas que renascem das chuvas de verão!

O início do ano letivo se aproxima e estamos diante de um grande desafio para 2025, pois está em vigor a lei que proíbe ...
03/02/2025

O início do ano letivo se aproxima e estamos diante de um grande desafio para 2025, pois está em vigor a lei que proíbe o uso de celulares e dispositivos eletrônicos portáteis nas escolas.

Embora existam muitas famílias que apoiam a regulamentação, por entender que os filhos estão dependentes das telas, o fato é que todos precisarão se readaptar. Pais, mães e responsáveis se habituaram a enviar mensagens para os filhos durante as atividades escolares, na busca de comunicação direta e ágil, mas, nem sempre, indispensável.

Essa urgência de notícias é um dos aspectos que o autor Jonathan Haidt trata em seu recente livro “A geração ansiosa - como a infância hiper conectada está causando uma epidemia de transtornos mentais”, assim como a ideia de uma paternidade ou maternidade superprotetora e onipresente. Os adultos também precisam reformular a sua comunicação com os filhos para que todos possam cumprir a lei.

As escolas têm a sua responsabilidade nas estratégias de regulamentação interna, estruturar o acesso à tecnologia e fiscalização, mas cabe às famílias algumas ações importantes:

1. Estabelecer com os filhos no dia anterior ou antes das atividades escolares as combinações sobre a rotina do dia seguinte e eventuais alterações;
2. Compreender que o contrato da escola é, acima de tudo, um ato de confiança e que os comunicados devem ser estabelecidos pelos meios institucionais;
3. Se houver alguma das condições excepcionais da lei que possibilite ao aluno o uso do dispositivo eletrônico, a família deve agendar horário com a escola para estabelecer o modo de organização, limites e responsabilidades para esses casos específicos.

Não se trata de banir a tecnologia, mas de colocá-la no lugar de “uma das estratégias de aprendizagem e de leitura do mundo”.

Ter presente que a proibição do celular se dá para o melhor desenvolvimento dos alunos, nas suas capacidades de relacionamento interpessoal, é responsabilidade de todos. Pais e mães precisam agir em parceria com a escola para que a saúde mental, o desenvolvimento motor, a socialização e todas as vivências que permitem o pleno desenvolvimento, possam ser efetivamente oportunizadas a crianças e jovens.

No dia 15 de janeiro de 2025 foi sancionada a lei n. 15.100, que proíbe o uso de celulares nas escolas, de modo que no i...
21/01/2025

No dia 15 de janeiro de 2025 foi sancionada a lei n. 15.100, que proíbe o uso de celulares nas escolas, de modo que no início do próximo ano letivo, seus comandos devem ser observados por todas as instituições de ensino públicas e privadas do país, desde a Educação Infantil até o Ensino Fundamental e Médio.

A lei estabelece algumas exceções, tais como a permissão para usar o celular em situações de estado de perigo, de necessidade ou caso de força maior; para garantir direitos fundamentais; para fins estritamente pedagógicos; para garantir acessibilidade, inclusão e atender às condições de saúde dos estudantes.

Se faz necessário destacar a importância de que cada escola organize o seu Regulamento Interno para traçar definições e limites para toda a comunidade escolar, especialmente considerando o caráter amplo das exclusões apontadas pela lei. É recomendável que sejam estabelecidos, também, critérios para o uso pelos professores, uma vez que a falta de unidade pode gerar inúmeras dificuldades na rotina escolar.

Com relação aos alunos, a lei também aponta a necessidade de serem adotadas ações estratégicas com relação ao uso excessivo e aos já destacados malefícios da dependência digital.

A lei confere autoridade às escolas, mas também responsabilidades e, portanto, é imprescindível antecipar a regulamentação interna.

A proibição não terá eficácia por si só, devendo haver limites práticos bem estruturados, aplicados por todo o corpo docente e compreendidos na sua importância pelas famílias, o que deve integrar ações educativas implementadas desde a primeira infância.

Natal é tempo de celebrar O afeto que aproximaA esperança que se renova eA simplicidade que traz a alegria verdadeira.Qu...
24/12/2024

Natal é tempo de celebrar
O afeto que aproxima
A esperança que se renova e
A simplicidade que traz a alegria verdadeira.
Que a beleza do nosso encontro possa fazer de 2025 Um ano repleto de oportunidades para celebrar
E que possamos juntos descobrir
Sempre de novo
Um jeito de tornar o mundo um lugar melhor para viver!

São os votos de Cláudia Bressler Advocacia

A loteria esportiva da nossa infância, que apenas confirmava os resultados simples dos times de futebol, ganhou novos co...
02/07/2024

A loteria esportiva da nossa infância, que apenas confirmava os resultados simples dos times de futebol, ganhou novos contornos no ambiente digital. A grande maioria dos times atualmente conta com patrocínios de empresas, que estimulam as apostas online, muito mais complexas em seus critérios e pontuação, sendo assunto corrente entre crianças e adolescentes.
Também há inúmeros influenciadores digitais que estimulam tais práticas em seus perfis acessados por crianças e adolescentes, fascinados pela possibilidade de dinheiro rápido e seduzidos pela fama dos que consideram ser os “vencedores”.
Os problemas desta prática já estão sendo percebidos, tanto no aspecto financeiro das famílias, como na saúde mental dos envolvidos, com indução precoce ao vício, gastos compulsivos e com notícias de suicídio de adolescente, motivado pelo desespero decorrente da perda de dinheiro de economias.
Existem denúncias junto ao Ministério Público, a crescente cobrança às plataformas que não se posicionam quanto aos abusos, comunicados de escolas às famílias e questionamentos dirigidos ao Poder Público quanto às medidas de regulamentação.
Tais medidas são essenciais, no entanto as famílias precisam assumir a sua tarefa de acompanhar os comportamentos online de crianças e adolescentes, além de fixar limites. Os limites passam também pela pergunta central que nos remete à origem das dificuldades: por que razão os jovens estão apostando?
Quais são as motivações de crianças e adolescentes que estão voltados à adrenalina de quem “tudo ganha ou tudo perde”, destacando os apostadores sempre perdem, porque mesmo quem ganha, perde tudo.
Quando são perguntados sobre os motivos que os levam a apostar, crianças e adolescentes não têm respostas conscientes. Percebe-se que estão seguindo o comportamento dos demais.
Crianças e adolescentes são vulneráveis no ambiente digital, embora possam demonstrar versatilidade no uso dos equipamentos eletrônicos. A educação digital é de extrema importância, envolvendo famílias, escolas, crianças e adolescentes, lembrando que a compulsão pode resultar em inúmeros prejuízos individuais e para o convívio social.

Em qualquer ambiente de convívio, se percebe que existe uma dificuldade real em estabelecer vínculos, muito em razão do ...
22/05/2024

Em qualquer ambiente de convívio, se percebe que existe uma dificuldade real em estabelecer vínculos, muito em razão do excesso e da disponibilidade das interações digitais.
Quando um bebê está inquieto, é cada vez mais comum perceber que os adultos não fazem uso da sua voz, do seu abraço, do seu tempo para tranquilizar a criança. A ferramenta comum é o celular ou o tablet, que contém um jogo ou um desenho que parece ter o mágico poder de “acalmar”.
Se uma criança interrompe, pedindo por atenção ou companhia, também é cena frequente o celular alcançado para anestesiar o comportamento inconveniente, que mergulha nas interações digitais.
Estratégias que supostamente acalmam, potencializam a ansiedade, porque a “solução para o problema é imediata”. Não se aprende a esperar, a consertar, a negociar. É preciso lembrar que a resolução das dificuldades da vida demora...
A constatação de que estamos diante de uma geração angustiada tem sido a conclusão de diversos estudos, que apontam impactos na vida social e prejuízos cognitivos.
Paradoxalmente, pais estão extremamente superprotetores quanto às experiências sensoriais e de convívio, enquanto negligenciam a supervisão no ambiente digital. Uma mordida na escola infantil ou algum desentendimento entre crianças é polêmica certa em grupos de mães. Mas o ciberbullying praticado nas redes sociais dos jovens não chega ao conhecimento dos adultos.
Por outro lado, tem crescido o número de casos em que há automutilação, suicídio e assédio praticado pelo ambiente digital, que não tem sido devidamente acompanhado pelas famílias. A Fiocruz alerta para o crescimento dos casos de suicídio em 6% ao ano, entre os anos de 2011 e 2022, considerando a faixa etária dos 10 aos 24 anos, enquanto os casos de autolesão aumentaram em 29% ao ano, observando-se a mesma faixa etária.
Aumento ao ano!
Esses dados alarmantes não podem ser negligenciados e sinalizam que o fenômeno não tem sido enfrentado de forma eficiente, com repercussões jurídicas nas famílias e nas escolas. Existem soluções fáceis de listar, mas muito difíceis de serem colocadas em prática. A pergunta que f**a é: quem assumirá esse protagonismo?

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