Jonas Fonteles advocacia

Jonas Fonteles advocacia Advogado atuante nas áreas de direito público e privado, trabalhista, consumidor, família e civel.

A decisão de dispensar um funcionário sem justa causa é emocionalmente desafiadora e também carrega responsabilidades fi...
03/03/2025

A decisão de dispensar um funcionário sem justa causa é emocionalmente desafiadora e também carrega responsabilidades financeiras.

Para que você esteja bem informado, acompanhe a seguir algumas informações para que tudo seja feito da forma correta:

1.) Aviso prévio.

É importante saber que, mesmo após a dispensa, é necessário aviso prévio de 30 dias.

Se isso for inviável, é possível optar por não conceder esse aviso e pagar por uma indenização equivalente.

2.) 13º salário proporcional.

Independente de quando a dispensa ocorre, o funcionário tem direito a receber uma fração do 13º, equivalente a 1/12 para cada mês trabalhado.

3.) Férias.

Se o funcionário possuir algum período vencido e não usufruído, esse deve ser pago integralmente. O funcionário também tem direito a férias proporcionais ao tempo trabalhado no ano da dispensa.

4.) Saldo de salário.

O saldo de salário se refere aos dias efetivamente trabalhados no mês da rescisão. Lembre-se de incluir todas as horas extras e quaisquer adicionais que possam ser aplicáveis, certo?

5.) FGTS.

Assegure-se de depositar o valor correspondente deste mês e dos meses anteriores (caso não tenham sido depositados) na conta vinculada do empregado.

Por se tratar de dispensa sem justa causa, é necessário pagar a multa do FGTS, que é de 40% sobre o saldo total do FGTS do funcionário.

6.) Seguro-desemprego.

Caso o funcionário solicite e tenha direito, poderá recebê-lo.

Lembrando que o ideal é sempre consultar um profissional especializado, pois cada caso é único.

Se essas informações foram úteis para você, não esqueça de salvar esse post, assim você consegue ter acesso a elas sempre que precisar!

Montador de móveis recebe indenização por acidente de motocicleta durante jornada de trabalho.O TST (Tribunal Superior d...
27/02/2025

Montador de móveis recebe indenização por acidente de motocicleta durante jornada de trabalho.

O TST (Tribunal Superior do Trabalho) responsabilizou uma empresa pelo acidente de motocicleta ocorrido com um de seus colaboradores.

A condenação foi o pagamento indenizatório de R$ 7 mil.

O caso ocorreu quando o empregado foi designado a prestar serviços na casa de um cliente.

No trajeto, ele foi atingido por um carro, ocasionando o seu afastamento por seis meses, sem receber quaisquer benefícios.

A decisão foi fundamentada, principalmente, com base em depoimentos de testemunhas, as quais confirmaram que era necessário o colaborador possuir veículo próprio para a sua contratação.

Com isso, para o Tribunal, é evidente que o dano foi causado devido à relação das atividades executadas pelo empregado dentro da empresa.

Ainda, foi ressaltado dentro do processo que o uso da motocicleta submetia o colaborador a fatores de risco elevados.

Já conhecia esse caso ou um semelhante?

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E lembre-se, caso esteja passando por algo parecido, procure auxílio jurídico qualificado!

Sofri um acidente enquanto trabalhava! Será que tenho estabilidade?Caso você tenha se afastado das atividades, é prováve...
26/02/2025

Sofri um acidente enquanto trabalhava! Será que tenho estabilidade?

Caso você tenha se afastado das atividades, é provável que possua esse direito! É necessário apenas que preencha dois requisitos:

a) afastamento superior a 15 (quinze) dias;

b) recebimento do auxílio-doença acidentário, independentemente de ter adquirido auxílio-acidente.

Em acordo com os fatores, sua estabilidade acidentária é garantida por no mínimo 12 (doze) meses após o término do auxílio-doença acidentário e do retorno ao trabalho.

Além disso, por meio de contrato, acordo ou convenção coletiva da categoria profissional, é possível estender o prazo estabelecido em lei para a estabilidade.

Por fim, após o acidente de trabalho, para que os direitos sejam garantidos, é essencial a emissão da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) e o encaminhamento do documento ao INSS.

Precisa de auxílio trabalhista e previdenciário? Entre em contato com uma equipe especializada!

Reduzir a carga horária de trabalho para servidores que têm filhos com deficiência ajuda a garantir melhores cuidados e ...
22/02/2025

Reduzir a carga horária de trabalho para servidores que têm filhos com deficiência ajuda a garantir melhores cuidados e tratamento para essas crianças.

Recentemente, uma decisão judicial permitiu que um professor, pai de uma criança com autismo, trabalhe menos horas por dia, passando de oito para seis.

A redução é para garantir que ele possa cuidar melhor da filha.

A lei local 20.756/2020 de Goiás permite que servidores que trabalham 40 horas semanais tenham a carga horária reduzida se precisarem de mais tempo para cuidar de familiares com deficiência.

A decisão também deixou claro que negar o pedido de redução seria uma violação do direito da criança a receber cuidados adequados.

Além disso, o professor também pediu para ser transferido para uma escola mais perto de casa, mas a decisão foi para que ele continue na mesma escola enquanto está em período de estágio probatório.

Esse tipo de redução de carga horária pode ser concedido a servidores que tenham deficiência ou que cuidam de familiares com necessidades especiais, sem afetar o salário.

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O benefício de licença-paternidade oferece 5 dias de afastamento aos pais de recém-nascidos, mas você sabia que alguns h...
21/02/2025

O benefício de licença-paternidade oferece 5 dias de afastamento aos pais de recém-nascidos, mas você sabia que alguns homens possuem direito a 180 dias?

Recentemente, o Supremo Tribunal Federal aprovou a licença-paternidade de 180 dias para servidores públicos que são pais solos - criam os filhos sem a presença da mãe.

O ministro relator Alexandre de Morais afirmou que os bebês possuem direito à presença materna ou paterna durante os primeiros meses de vida, entendimento seguido por todos os ministros.

O caso concreto que estava em julgamento tratava de um servidor público do INSS que teve duas gêmeas por meio de uma barriga de aluguel.

Após entrar na justiça para conquistar o direito à licença de 180 dias, o pai a obteve em duas instâncias.

O INSS recorreu e o caso chegou até o Supremo Tribunal Federal.

Como a decisão tem repercussão geral, vale para todos os servidores públicos que forem pais de crianças recém-nascidas sem a presença da mãe!

Ainda, em caso da morte da mãe durante a licença-maternidade, os ministros entendem que o benefício deve ser transferido ao pai da criança.

O que você achou da decisão? Comente!

A dispensa por justa causa é uma modalidade de rescisão do contrato de trabalho que ocorre quando o empregado pratica al...
12/02/2025

A dispensa por justa causa é uma modalidade de rescisão do contrato de trabalho que ocorre quando o empregado pratica alguma conduta considerada falta grave.

Nesse caso, o trabalhador terá direito a receber apenas o saldo de salário dos dias trabalhados e as férias vencidas acrescidas de um terço (se houver).

Demais verbas, como 13º proporcional, férias proporcionais, acesso ao saldo do FGTS e seguro desemprego, não são concedidas!

Saiba, também, que a legislação não prevê o correto procedimento para a aplicação da justa causa, mas a prática tem demonstrado que o principal requisito é a quebra da confiança.

Então, quando não se tratar de casos gravíssimos, como furto, agressão e assédio, a justa causa não deve ser direta!

Conforme os Tribunais Regionais do Trabalho, o empregador deve advertir o empregado de forma verbal e escrita e, se a conduta permanecer, aplicar-lhe suspensões. Apenas após essa progressão, será possível a rescisão do contrato de trabalho por justa causa.

Ficou com alguma dúvida? Entre em contato com um advogado especializado na área.

Uma empresa de produtos de beleza foi condenada a pagar indenização à trabalhadora forçada a atuar em vídeos de anúncio ...
08/02/2025

Uma empresa de produtos de beleza foi condenada a pagar indenização à trabalhadora forçada a atuar em vídeos de anúncio para postagem em redes sociais.

A colaboradora foi contratada como vendedora e afirmou que só concordou em aparecer nas propagandas após ser informada de que poderia ser dispensada caso recusasse.

Analisando o caso, o juízo de primeiro grau considerou que não houve provas do constrangimento da empregada e que a realização de vídeos estaria diretamente relacionada à atividade da vendedora.

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT-12), no entanto, entendeu que, pelo fato de o contrato de trabalho da empregada ser comum e não especial (como de artistas e esportistas), seria devida a indenização à ex-empregada.

A empresa não poderia alegar que a autorização de uso da imagem deve ser presumida pela natureza do contrato de trabalho.

Fonte: TRT-12 (número do processo omitido pelo tribunal).

Sua empresa utiliza a imagem dos funcionários para publicidade? Adéque-a para evitar situações como essa.

Você sabia que não pode ser dispensado durante as férias?Leia este post e entenda!Em regra, durante o período de gozo de...
07/02/2025

Você sabia que não pode ser dispensado durante as férias?

Leia este post e entenda!

Em regra, durante o período de gozo de férias, a dispensa é proibida.

Isso ocorre porque, enquanto o trabalhador está em férias, o contrato de trabalho está suspenso, o que impede que ele seja mandado embora.

Nesse período, entende-se que o trabalhador não deve ser incomodado com assuntos da empresa.

Em outras palavras, ele não poderá ser desligado nem informado sobre um possível término de contrato futuro.

Se o aviso de desligamento ocorrer durante as férias, ele pode ser considerado nulo, garantindo ao trabalhador o direito de ser indenizado.

Ficou com alguma dúvida sobre o tema?

Entre em contato com um advogado especialista na área.

Por falta de comprovação de que uma funcionária pediu demissão, empresa é condenada a pagar período de estabilidade.Ente...
04/02/2025

Por falta de comprovação de que uma funcionária pediu demissão, empresa é condenada a pagar período de estabilidade.

Entenda mais deste caso!

O Tribunal Regional do Trabalho da 9ª Região (PR), condenou uma empresa a pagar o período de estabilidade a uma empregada que foi demitida enquanto estava grávida.

O caso teve início quando a empresa demitiu a funcionária após ela questionar, por mensagem, quais seriam os seus direitos se pedisse demissão.

Vale ressaltar que a colaboradora estava grávida e realizava atividades de grande esforço físico.

A sentença foi proferida a favor da ex-funcionária, devido à falta de fundamentação da empresa em provar que a trabalhadora rescindiu seu contrato indiretamente, por livre e espontânea vontade.

A empresa foi condenada ao pagamento indenizatório de 30 dias, férias, 13º salário e multas.

Caso esteja passando por um caso semelhante, procure auxílio jurídico qualificado!

-Processo: 0000370-27.2023.5.09.0121.

A Justiça determinou que o pedido de demissão de um ex-funcionário foi forçado devido à discriminação pessoal, condenand...
02/02/2025

A Justiça determinou que o pedido de demissão de um ex-funcionário foi forçado devido à discriminação pessoal, condenando a empresa ao pagamento de indenização.

Entenda mais neste post!

O caso teve início pois o ex-empregado, enquanto prestava serviços a empresa, sofreu diversos atos de discriminação pessoal por utilizar brincos no ambiente de trabalho.

A decisão foi tomada com o entendimento de que o autor havia sido exposto a um ambiente de trabalho vexatório e discriminatório, o que o levou a pedir demissão, anulando, por sua vez, a rescisão por justa causa.

Assim, a empresa foi condenada ao pagamento de indenização de R$ 12 mil por danos morais, além das verbas rescisórias.

Lembre-se: caso esteja passando por uma situação parecida, procure auxílio jurídico qualificado!

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