19/06/2026
A parentalidade compartilhada, ou "shared parenting", é um modelo de organização familiar em que ambos os cuidadores dividem igualmente as responsabilidades com a criação e educação dos filhos.
Esse conceito não se limita apenas à divisão do tempo de convivência, mas também ao compartilhamento de decisões e tarefas cotidianas, como saúde, educação e atividades sociais.
Esse modelo, que ganhou força nos EUA nas décadas de 70 e 80, vem se expandindo para diversos países.
Um exemplo é a Suécia, onde mais de 40% das crianças de pais separados convivem de forma equilibrada com ambos os cuidadores.
O movimento por essa mudança garante que as crianças mantenham um relacionamento saudável com ambos os pais.
Mas, além disso, ajuda a promover a igualdade de gênero no mercado de trabalho, reduzindo a sobrecarga das mães e promovendo o equilíbrio nas tarefas de cuidado.
No Brasil, a guarda compartilhada é o regime padrão, estabelecendo que o tempo de convivência com os filhos deve ser equilibrado entre os pais.
No entanto, fatores socioculturais ainda dificultam a implementação plena desse modelo, com a guarda unilateral materna predominando em 54% dos casos, segundo o IBGE.
Superar esses desafios envolve mudar mentalidades e reconhecer os benefícios da parentalidade compartilhada.
Quando bem aplicada, ela promove um ambiente mais estável para as crianças, que passam a ter um melhor desempenho escolar, maior estabilidade emocional e desenvolvem resiliência.
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