07/02/2020
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Há quase 10 anos vou ao Fórum para fazer Audiências de Instrução e Julgamento (AIJ), tanto nas Varas Cíveis quanto nas Varas de Família.
Semana passada, postei um “roteirinho” que costumo seguir para me preparar nessa fase processual. Só que, confesso, ele é insuficiente quando se trata de alguma ação dentro do Direito de Família.
Ontem fiz uma AIJ referente a uma Ação Divórcio em que meu cliente, o ex-marido, era o Réu. Após inúmeras tentativas de acordo durante processo, apesar de incansáveis e, diga-se, injustificáveis recusas, finalizamos o processo, em audiência, fazendo um acordo nos termos da nossa primeira proposta!! Incrível, né?!
Por mais contraditório que possa soar, o meu relato é bem comum. Isso porque muitos advogados ainda insistem em atuar no Direito de Família sem ainda possuir a sensibilidade que a área exige. Digo isso porque é ali que se deixa o ego de lado e que se tem consciência de que ninguém sairá vencedor! Ora, se há litígio familiar que precisou de solução judiciária, com certeza, não há felicidade; e não há quem realmente “ganhe” numa separação, pedido de pensão, briga por guarda...
Minha dica aos colegas: quando possível, não baseie seus honorários no resultado da demanda – assim o risco de você colocar seus interesses acima do seu cliente é potencial.
Minha sugestão de filme que retrata bem o quanto o trâmite de um processo nas Varas de Família e as Ações de Divórcio são peculiares, sem deixar de lado a importância e a ingerência das performances dos advogados, para o bem ou para o mal: História de um Casamento (indicado ao Oscar como melhor filme, dentre outras categorias).