26/03/2014
Artigo publicado no jornal Norte Notícias.
Profissão: Advogado!
A advocacia é talvez uma das profissões mais nobres e antigas de que se tem conhecimento, haja vista que todo o homem é dotado de direitos e obrigações. Se nos tempos remotos já era preciso a atuação profissional do advogado, atualmente a necessidade é ainda maior, em face das complexas relações interpessoais proporcionadas aos cidadãos em todos os segmentos.
Essa complexidade exige diariamente associações, contratos, obrigações, e nesse espaço entra o profissional do direito, como “decifrador” do emaranhado normativo, como conselheiro, como defensor dos direitos, posto que, conforme sabemos, na vida em sociedade, a liberdade de alguém termina quando começa a do outro, e através do advogado, o cidadão poderá descobrir seus limites, ou seja, seus direitos e deveres.
Contudo, não é só na esfera privada que o advogado é importante. Ele exerce papel fundamental na formação da sociedade, sobretudo na busca da preservação do direito a liberdade na forma de construção das relações familiares, do direito a liberdade de expressão, do direito a propriedade, etc.
Deste modo, assim como o médico dedica-se à preservação da vida de seu paciente, o advogado dedica-se à manutenção dos direitos garantidos em nossa Constituição, sem distinção, garantindo a dignidade da pessoa humana, que em vários aspectos são violados.
Entendemos que o advogado é peça-chave na formação da sociedade atual e no seu regular funcionamento, pois deste depende para que se construa uma sociedade justa, plural e democrática, refutando qualquer abuso do Estado.
Finalizamos, ilustrando essa tão nobre profissão nas palavras do nobre jurista, diplomata e escritor Rui Barbosa de Oliveira:
“A profissão de advogado tem, aos nossos olhos, uma dignidade quase sacerdotal. Toda a vez que a exercemos com a nossa consciência, consideramos desempenhada a nossa responsabilidade. Empreitada é a dos que contratam vitórias forenses. Nós nunca nos comprometemos ao vencimento de causas, nunca endossamos saques sobre a consciência dos tribunais, nunca abrimos banca de vender peles de ursos antes de mortos.”