20/02/2026
Hoje um cliente me ligou desesperado.
O pai dele, idoso, havia caído em um golpe e feito várias transferências bancárias.
A primeira orientação que eu dei não foi jurídica.
Eu disse:
“Primeiro, acolha seu pai. Ele precisa se sentir protegido, não culpado. Se ele estiver muito abalado, leve-o ao médico.”
Golpes não causam apenas prejuízo financeiro.
Eles geram medo, vergonha e um impacto emocional profundo, especialmente em pessoas idosas.
Depois de acolher, vem a parte técnica:
✔️ Avisar imediatamente o banco e solicitar a abertura de protocolo de contestação.
✔️ Pedir tentativa de bloqueio dos valores (principalmente em caso de PIX).
✔️ Registrar boletim de ocorrência com a descrição dos fatos (você pode fazer de forma on-line no site da Polícia Civil do seu Estado).
✔️ Preservar todas as conversas e dados do golpista.
✔️ Não realizar novos pagamentos sob promessa de “recuperação” do dinheiro.
Quando há contratação de empréstimos ou abertura de crédito indevido, também é possível buscar judicialmente uma liminar para suspender as cobranças, até que o processo apure a extensão da responsabilidade do banco.
As instituições financeiras têm o dever de monitorar movimentações atípicas e operações incompatíveis com o perfil do cliente.
Se houver falha na fiscalização ou facilitação indevida das operações, o banco pode responder objetivamente pelos prejuízos, especialmente quando as transações não correspondem ao histórico bancário da vítima.
É importante agir rápido, mas entendendo que infelizmente o prejuízo já ocorreu e que cuidar dos nossos vem antes de qualquer dinheiro.
Golpes exploram urgência emocional. Por isso deve haver cautela nas decisões.
Se você conhece alguém que já passou por isso, ou conhece alguém que precisa saber, envie este post.
Informação também é proteção!