07/03/2026
Inclusive Excelência, na semana passada… 🤣🤣
Sustentação oral tem um detalhe estratégico que muita gente ignora: além, é claro, de conhecer tudo do caso em que está atuando, conhecer também os julgadores e os julgados recentes da própria Câmara que vai julgar o seu caso, faz uma enorme diferença.
Quando você sabe como aquele colegiado tem decidido e traz um julgado da própria Câmara e faz a comparação correta, seja para demonstrar a similitude do caso, seja para mostrar que a situação é diferente, você obriga o debate jurídico a subir de nível.
O julgador não pode simplesmente ignorar.
Se houver divergência, ela precisará vir fundamentada, enfrentando exatamente a distinção que você apontou.
No fundo, a sustentação oral deixa de ser apenas retórica. Ela passa a dialogar diretamente com o histórico decisório do próprio Tribunal, e isso, no jogo real do processo, costuma fazer uma diferença enorme.
Existe um lado quase “estratégia de xadrez” em tudo dentro do Direito.
Tribunais desenvolvem padrões de decisão ao longo do tempo e quando o advogado mostra que conhece esse padrão e sabe quando aplicá-lo ou quando distingui-lo, ele deixa de ser apenas mais um falando na tribuna e passa a jogar dentro da lógica interna do colegiado.
Se observar bem, constatará que o saber jurídico corresponde a uma parcela da atuação diária jurídica.