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Usar a conta da empresa para pagar cartão pessoal, aluguel, viagens ou compras particulares pode parecer apenas uma reti...
19/06/2026

Usar a conta da empresa para pagar cartão pessoal, aluguel, viagens ou compras particulares pode parecer apenas uma retirada informal. Porém, a mistura entre o patrimônio da sociedade e o dos sócios pode gerar conflitos, problemas fiscais e prejuízos ao caixa.

Fazer uso do dinheiro da empresa para despesas pessoais é uma irregularidade grave que caracteriza confusão patrimonial e abuso da personalidade jurídica. O entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e Código Civil (art. 50) é que essa prática põe em risco o patrimônio pessoal do sócio infrator, permitindo que credores atinjam seus bens particulares.

Diante dessa situação se faz necessário tomar algumas medidas práticas, tais como; exigir a contabilização correta, o sócio deve retirar dinheiro apenas via pró-labore (pelo trabalho) ou distribuição de lucros (caso a empresa tenha resultado positivo); pagamentos pessoais devem ser imediatamente estornados ou classificados como adiantamentos para futura distribuição; solicitar ao contador relatórios, extratos bancários e cópias de notas fiscais que comprovem os gastos pessoais realizados pelo sócio através do CNPJ; enviar notificação extrajudicial exigindo o ressarcimento à conta da empresa e a interrupção imediata da prática.

Na hipótese de não solução amigável, os demais sócios podem ingressar com uma ação judicial para exclusão do sócio por justa causa/falta grave, visando proteger a continuidade da empresa.

A assessoria jurídica pode ajudar a apurar os valores, revisar o contrato social e criar regras para evitar novas retiradas indevidas.

O sistema tributário brasileiro está passando por uma mudança estrutural e essa reforma propõe simplificar a forma como ...
16/06/2026

O sistema tributário brasileiro está passando por uma mudança estrutural e essa reforma propõe simplificar a forma como os tributos sobre consumo são cobrados, trazendo um novo modelo que impacta empresas e consumidores.

Nesse contexto surgem o IBS (imposto sobre bens e serviços) e a CBS (contribuição sobre bens e serviços). Eles fazem parte de um modelo conhecido como IVA dual, em que dois tributos substituem vários outros.

O IBS tende a unificar impostos como ICMS e ISS, enquanto a CBS substitui tributos federais como P*S e Cofins.
A ideia é tornar a cobrança mais simples, transparente e com menos cumulatividade, ou seja, evitando a cobrança de imposto sobre imposto ao longo da cadeia produtiva.
Apesar da promessa de simplificação, a mudança traz impactos relevantes, como novas regras de apuração, adaptação de sistemas e possível alteração na carga tributária de diferentes setores.
Na prática, a reforma muda a lógica da tributação sobre consumo e exige atenção para evitar riscos e aproveitar oportunidades.

Para entender como isso afeta sua realidade, busque orientação jurídica e salve este post.

O sistema tributário brasileiro está passando por uma mudança estrutural e essa reforma propõe simplificar a forma como ...
16/06/2026

O sistema tributário brasileiro está passando por uma mudança estrutural e essa reforma propõe simplificar a forma como os tributos sobre consumo são cobrados, trazendo um novo modelo que impacta empresas e consumidores.

Nesse contexto surgem o IBS (imposto sobre bens e serviços) e a CBS (contribuição sobre bens e serviços). Eles fazem parte de um modelo conhecido como IVA dual, em que dois tributos substituem vários outros.

O IBS tende a unificar impostos como ICMS e ISS, enquanto a CBS substitui tributos federais como P*S e Cofins.
A ideia é tornar a cobrança mais simples, transparente e com menos cumulatividade, ou seja, evitando a cobrança de imposto sobre imposto ao longo da cadeia produtiva.

Apesar da promessa de simplificação, a mudança traz impactos relevantes, como novas regras de apuração, adaptação de sistemas e possível alteração na carga tributária de diferentes setores.

Na prática, a reforma muda a lógica da tributação sobre consumo e exige atenção para evitar riscos e aproveitar oportunidades.

Para entender como isso afeta sua realidade, busque orientação jurídica e contábil salve este post.

Você sabia que a doação de quotas de uma holding familiar pode ser uma estratégia eficiente para antecipar a herança e e...
13/06/2026

Você sabia que a doação de quotas de uma holding familiar pode ser uma estratégia eficiente para antecipar a herança e evitar o inventário?

Descubra como funciona!

Ao constituir uma holding e realizar a doação de quotas para seus familiares, você pode:

→ Proteger seu patrimônio:

As cláusulas de inalienabilidade, incomunicabilidade e impenhorabilidade, comuns nas doações de quotas, impedem que os bens sejam vendidos, divididos em caso de divórcio ou penhorados por dívidas pessoais dos herdeiros.

→ Evitar conflitos familiares:

Ao definir claramente a divisão do patrimônio ainda em vida, você minimiza o risco de disputas entre os herdeiros após o seu falecimento.

Como funciona a doação de quotas?

A doação dessas quotas consiste na transferência de sua titularidade de um sócio para outra pessoa, geralmente herdeiros.

Esse processo pode ser realizado de duas formas:

1 – Com reserva de usufruto: o doador mantém o direito de usufruir dos bens e participar da gestão da holding;

2 – Sem reserva de usufruto: o doador transfere completamente seus direitos, renunciando à gestão e aos benefícios sobre os bens.

A doação de quotas está sujeita ao pagamento do ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação), cuja alíquota varia de estado para estado.

Por fim, vale destacar que é essencial contar com profissionais especializados para que o processo seja feito corretamente, garantindo a continuidade do patrimônio e evitando conflitos futuros.

Ficou com mais alguma dúvida?

Compartilhe nos comentários!

Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) pacificou que a quantia de até 40 salários mínimos é impenhorável, pr...
12/06/2026

Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) pacificou que a quantia de até 40 salários mínimos é impenhorável, protegendo não apenas a poupança, mas também conta-corrente e outros fundos de investimento.

No entanto, a Corte estabeleceu regras cruciais sobre como essa proteção deve ser aplicada; a primeira diz respeito ao limite de 40 salários mínimos que aplica-se a valores mantidos em papel-moeda, conta-corrente, poupança ou fundos de investimento, servindo como reserva de patrimônio para o mínimo existencial.

O Magistrado não pode reconhecer essa impenhorabilidade de ofício. A proteção não é mais considerada matéria de ordem pública, mas sim um direito disponível que pode ser renunciado pelo devedor.

Visando não ter o dinheiro bloqueado ou penhorado, o executado deve manifestar-se ativamente no processo para alegar a impenhorabilidade no primeiro momento oportuno (como em embargos à execução ou impugnação ao cumprimento de sentença). Se perder o prazo, o direito é perdido (preclusão).

O Stu estabeleceu ainda algumas exceções a essa impenhorabilidade, pois a quantia pode ser penhorada caso o credor comprove que houve abuso, má-fé ou fraude por parte do devedor.

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Consulte sempre um Advogado!

A imagem de uma pessoa é um bem juridicamente protegido pelos direitos da personalidade, refletindo sua dignidade e iden...
07/06/2026

A imagem de uma pessoa é um bem juridicamente protegido pelos direitos da personalidade, refletindo sua dignidade e identidade.

A utilização de fotos, vídeos ou qualquer registro visual sem autorização expressa configura violação legal, especialmente quando destinada a fins comerciais ou publicitários.

Mesmo que a captação ocorra em locais públicos, o uso não consentido em campanhas, redes sociais ou materiais promocionais pode gerar o dever de indenizar. A exposição indevida causa constrangimentos e abalos à reputação, fundamentando a reparação por danos morais.

A proteção legal é rigorosa e não permite a exploração da identidade alheia sem consentimento prévio, cabendo ao prejudicado buscar seus direitos independentemente de comprovação de prejuízo financeiro.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) garante que o uso não autorizado de fotos, vídeos ou nome gera direito à reparação. A imagem é um direito fundamental protegido pela Constituição Federal e pelo Código Civil.

O STJ entende que na hipótese da sua imagem ser usada em propagandas, produtos ou campanhas sem sua permissão, o dano moral é presumido. Isso significa que a indenização é devida apenas pela violação, independentemente de você provar que sofreu prejuízos financeiros.

Para o STJ, ainda que a imagem não tenha sido usada para ganhar dinheiro, se a divulgação atingir sua honra, boa fama ou privacidade, ou se simplesmente ocorreu sem seu consentimento expresso, você também pode exigir reparação moral.

Notadamente, para o STJ, o simples fato de uma foto estar pública nas redes sociais ou em sites de busca não autoriza terceiros ou empresas a utilizá-la sem pedir permissão.

Consulte sempre um advogado!

Você já ouviu dizer que, se uma dívida está prescrita, ela desaparece? Essa ideia é comum e perigosa.A prescrição não ap...
04/06/2026

Você já ouviu dizer que, se uma dívida está prescrita, ela desaparece? Essa ideia é comum e perigosa.

A prescrição não apaga o débito, apenas limita o direito do credor de cobrar pela via judicial após o prazo legal.

Mesmo prescrita, a dívida continua existindo e não se transforma em perdão automático. O nome do devedor sai dos cadastros de inadimplentes, mas isso não significa quitação.

O débito pode seguir aparecendo como dívida caduca ou conta atrasada em plataformas de negociação.

O risco surge quando o devedor renegocia sem saber que a dívida já estava prescrita. Ao aceitar um acordo ou realizar pagamento, ele reconhece espontaneamente o débito e pode reativar a dívida, reiniciando a possibilidade de cobrança. Se fizer nova negociação, é essencial cumprir as parcelas.

Imagine que Renato tem uma dívida de cartão de 2018, nunca cobrada judicialmente, completados cinco anos, a dívida prescreve e sai do serviço de proteção ao crédito. Alguns anos depois, uma empresa aparece oferecendo renegociação em 10 (dez) parcelas. Renato aceita e faz um pagamento apenas, atrasando as demais parcelas, ele reativa a dívida, abrindo espaço para cobranças, inclusão nos cadastros de inadimplentes e demais consequências financeiras novamente.

Por isso, antes de assinar qualquer acordo, o ideal é buscar orientação jurídica com um advogado especializado em direito do consumidor.

Entender a diferença entre prescrição e perdão evita prejuízos financeiros.

Muitas pessoas têm dúvida se o herdeiro é obrigado a pagar impostos atrasados deixados por quem faleceu. Vamos esclarece...
02/06/2026

Muitas pessoas têm dúvida se o herdeiro é obrigado a pagar impostos atrasados deixados por quem faleceu. Vamos esclarecer isso.

Quando ocorre o falecimento, o herdeiro não responde pessoalmente pelas dívidas. Quem assume as obrigações é o espólio.

Espólio é o conjunto de todos os bens, direitos e obrigações (dívidas) deixados por uma pessoa falecida. Ele funciona como uma "entidade legal temporária" que reúne todo o patrimônio e responde por ele até que o processo de inventário seja concluído e os bens divididos entre os herdeiros.

Na prática, isso significa que impostos e débitos em atraso devem ser pagos com os bens e recursos da herança deixada, e não com o patrimônio particular dos herdeiros.

Impostos como IPTU e IPVA, por exemplo, estão vinculados ao bem. Assim, o poder público cobra o débito do espólio. Se o herdeiro quiser ficar com o imóvel ou o veículo, será necessário regularizar os impostos para conseguir transferir o bem para o seu nome.

O ponto de atenção é que o herdeiro só responde até o limite da herança recebida. Ele não é obrigado a usar recursos próprios para quitar dívidas do falecido.

A jurisprudência pacificada do Superior Tribunal de Justiça (STJ), entende que o herdeiro não responde com o próprio bolso pelos impostos atrasados do falecido.A corte aplica estritamente o artigo 131, inciso II, do Código Tributário Nacional (CTN) e as regras do Código Civil, limitando toda e qualquer responsabilidade ao valor da herança recebida.

Lembrando que após a partilha os herdeiros passam a responder diretamente pelos impostos do falecido.O limite fixado pelo STJ é de que cada herdeiro responde apenas proporcionalmente ao quinhão (fatia) da herança que efetivamente recebeu, e nunca além desse valor.

Ainda assim, existem situações específicas e exceções que podem gerar dúvidas ou exigir análise mais cuidadosa, especialmente quando o valor da herança não é suficiente para cobrir todos os débitos deixados pelo falecido.

Por isso, contar com orientação jurídica é fundamental para entender as obrigações, evitar erros e conduzir o inventário da forma correta.

O prontuário médico é um documento constituído de informações geradas a partir de situações sobre a saúde do paciente e ...
01/06/2026

O prontuário médico é um documento constituído de informações geradas a partir de situações sobre a saúde do paciente e a assistência a ele prestada.

É um documento de caráter legal, sigiloso e científico.

Além disso, permite a comunicação entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da assistência prestada ao indivíduo.

Logo, o prontuário médico contém toda a trajetória do quadro clínico do paciente.

Por isso, possibilita a identificação de todas as características específicas e o histórico necessário para eventuais novos registros.

Como o seu preenchimento é de responsabilidade do profissional médico, ele deve fazer as anotações da forma mais legível e detalhada possível.

Especialmente, em ordem cronológica dos fatos, para comprovar todos os acontecimentos.

Trata-se, na verdade, da forma que o médico tem de contar toda a história que envolve aquele paciente específico, com todas as peculiaridades e descrições possíveis.

Por outro lado, é bom ter em mente que um ato de defesa é, inicialmente, uma maneira de contar a sua versão da história.

Logo, o prontuário é um excelente meio de prova para que o profissional comprove que jamais agiu com negligência, imprudência ou imperícia.

No Superior Tribunal de Justiça (STJ), ele é considerado essencial para demonstrar que o profissional agiu com técnica, diligência e cumpriu o seu dever de informação, servindo para desconstituir alegações de erro médico ou omissão

A ausência de registros detalhados é frequentemente interpretada pela Justiça como presunção de negligência ou omissão. O prontuário funciona como a linha do tempo do atendimento. É com base nele que o perito judicial avaliará a coerência do diagnóstico e a adequação das condutas adotadas.

O Código de Ética Médica e o próprio entendimento do STJ resguardam o sigilo profissional, porém abrem exceção expressa, o médico tem o direito de apresentar o prontuário para sua defesa judicial, desde que solicite que o processo tramite em segredo de justiça.

De certo que, o prontuário sem rasuras, com anotações claras de horários, medicações prescritas e reações do paciente é de suma importância na defesa médica.

Então, jamais deixe de preench

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a PEC que prevê o fim da escala 6x1 e limita a jornada a 40 horas semana...
30/05/2026

A Câmara dos Deputados aprovou, em dois turnos, a PEC que prevê o fim da escala 6x1 e limita a jornada a 40 horas semanais, com dois dias de descanso para cada cinco dias trabalhados.

Mas isso não significa que a mudança já esteja valendo.

Agora, o texto segue para o Senado, onde também precisa ser aprovado em dois turnos, com o voto favorável de pelo menos 49 senadores em cada votação.

Se o Senado aprovar o mesmo texto, a PEC poderá ser promulgada pelas Mesas da Câmara e do Senado Federal. Porém, se houver alterações, a proposta volta para nova análise da Câmara.

O texto também prevê uma transição: depois da promulgação, a nova organização da jornada começaria em 60 dias, com redução inicial para 42 horas semanais. Após 1 ano, passaria para 40 horas semanais.

Por isso, ainda não há mudança imediata na rotina de trabalho.

Se você trabalha em escala 6x1 ou é empregador e tem dúvidas sobre sua jornada ou quer entender como essa possível mudança pode afetar seus direitos, buscar assessoria jurídica é essencial para analisar o seu caso com segurança.

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