24/07/2026
Muitas famílias se surpreendem ao descobrir que o valor da pensão por morte pode ser bem diferente da remuneração que o segurado recebia em vida.
Como uma pessoa que recebia R$ 18.700,00 pode deixar uma pensão de R$ 2.844,00 para o cônjuge?
Entenda, de forma simples, como esse cálculo pode acontecer:
1️⃣ O primeiro ponto é o teto do INSS. Mesmo que o salário fosse de R$ 18 mil, R$ 20 mil ou mais, as contribuições ao INSS possuem um limite. O valor que ultrapassa esse teto não entra no cálculo dos benefícios.
2️⃣ Outro fator importante é a média das contribuições. O benefício não considera apenas o último salário, mas o histórico das contribuições feitas ao longo dos anos. Se houve períodos com remuneração menor, a média também pode f**ar mais baixa.
3️⃣ Depois, é feita uma simulação do valor da aposentadoria por incapacidade permanente que o segurado teria direito. Esse cálculo segue regras previstas na legislação previdenciária, levando em conta o tempo de contribuição.
No exemplo apresentado:
• Média salarial considerada: R$ 7.900,00
• Percentual aplicado: 60%
• Valor-base: R$ 4.740,00
4️⃣ Em seguida, é calculada a pensão por morte. Após a reforma da Previdência, o benefício pode corresponder a uma porcentagem desse valor-base, conforme a quantidade de dependentes.
Nesse caso:
• Valor-base: R$ 4.740,00
• Percentual da pensão: 60%
• Valor final: R$ 2.844,00
Esse exemplo mostra que o valor da pensão não é definido apenas pelo último salário do segurado. Diversos critérios previstos na legislação influenciam o resultado final.
Por isso, conhecer as regras previdenciárias e fazer um bom planejamento pode ajudar a entender melhor como esses benefícios são calculados.
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