24/03/2020
Em reunião extraordinária realizada em 16/03/2020, o Conselho Monetpario Nacional (CMN) aprovou duas medidas que visam injetar mais recursos na economia e facilitar a renegociação de crédito em meio ao avanço da pandemia do coronavírus.
A primeira delas é a dispensa das instituições financeiras de algumas responsabilidades relacionadas ao risco em operações de crédito realizadas nos próximos 6 meses. Já a segunda permite que os bancos tenham mais espaço para conceder crédito, diminuindo por um ano o índice de reserva de recursos obrigatórios para o enfrentamento de crises.
Ao aprovar tais medidas, defendeu-se que as empresas terão melhores possibilidades de atravessar a crise e, ao que parece, essas previsões já vêm se concretizando no ramo imobiliário.
Diz-se isso porque, após a aprovação das medidas pelo CMN, alguns bancos vêm suspendendo até 2 prestações de financiamento de imóveis por 60 dias, além da negociação de outras dívidas.
Inicialmente, a Caixa Econômica Federal inaugurou o benefício, sendo seguida pelos bancos privados Brasdesco, Itaú e Santander. Enquanto a Caixa permite que financiamentos com até duas parcelas em atraso sejam congelados, as demais instituições exigem que os cidadãos ou as empresas estejam com todas as prestações pagas até o momento do congelamento, ou seja, é indispensável a adimplência do contrato até o momento da concessão da suspensão.
Também como consequência da aprovação das medidas, a Caixa Econômica anunciou crédito imobiliário prefixado para seus clientes. Seguindo a mesma linha, Bradesco e Santander também estudam lançar linhas de crédito com juros pré-fixados.
Essas medidas auxiliam, em muito, uma reserva de renda e capital de contratantes de financiamentos bancários, um verdadeiro alívio neste momento de incertezas.