04/07/2026
Há momentos que Deus escreve e que ninguém consegue ensaiar.
Hoje, sem que ninguém combinasse, eu e meu irmão Jonatas começamos a cantar esse clássico. Era apenas uma canção… mas, de repente, ela se transformou em uma homenagem ao nosso pai, que há seis meses partiu para a Casa do Pai.
Enquanto cantávamos, percebi algo que me fez arrepiar.
Ali, de uma forma muito especial, estavam reunidos três Joanisios.
Meu pai, Joanisio, vivo em nossa memória, no legado que construiu e no amor que deixou.
Eu, Joanisio, seu filho, carregando seu nome com orgulho e tentando honrar diariamente tudo o que aprendi com ele.
E, ao fundo, meu filho, também Joanisio, seu neto, representando a continuidade dessa história, desse sobrenome e dos valores que atravessam gerações.
Ao nosso lado, meu irmão Jonatas, compartilhando esse instante que não foi planejado, mas que parecia preparado por Deus.
Naquele momento compreendi que o tempo pode separar os corpos, mas jamais separa aqueles que estão unidos pelo amor. Meu pai já não estava fisicamente conosco, mas sua presença era sentida em cada palavra da canção, em cada olhar e em cada lembrança.
Hoje não cantamos apenas uma música.
Celebramos um homem simples, íntegro, trabalhador e amoroso, que nos ensinou, pelo exemplo, o verdadeiro significado da família.
Há seis meses nos despedimos de sua presença física. Mas seu legado continua vivo em seus filhos, em seus netos e em todos aqueles que tiveram o privilégio de caminhar ao seu lado.
Hoje, os três Joanisios estavam juntos outra vez. Um na eternidade, dois na terra e um representando o futuro. E o amor foi a ponte que uniu passado, presente e futuro em um único instante.
Saudades eternas, papai. Até o dia do reencontro. ❤️🕊️