21/05/2026
Os ônibus “circulares” fizeram parte do cenário do transporte coletivo carioca por décadas. E significavam uma vantagem, ainda que modesta, para os trabalhadores.
Eram linhas que transportavam os passageiros de qualquer ponto do circuito a outro, sem a comum distinção entre viagens de ida e de volta. Isso possibilitava que os usuários pagassem uma só passagem, em lugar de duas, quando precisavam se deslocar passando pela parada final.
O trajeto circular do omnibus (do latim “para todos”) sem início ou fim, pode ser representado pela antiga figura do ouroboros (do grego “consome a própria cauda”). E ouroboros, por sua vez, serviu de chave interpretativa para entender a grande chacina de nosso tempo.
Em 2017, a extraordinária artista visual e cineasta de origem palestina Basma Alsharif apresentou seu “Ouroboros”, documentário experimental sobre Gaza, no qual a brutal destruição israelense e a resistente reconstrução palestina foram mostradas como etapas de um agônico e infinito ciclo.
No entanto, desde que “Ouroboros” foi lançado, a intensificação do genocídio palestino ameaça romper a “serpente autofágica” com a aniquilação pura e simples dos reconstrutores.
Israel, teocracia atômica, absolutista e ra***ta, desceu ao mais vil patamar moral a que um país pode baixar, igualando-se à Alemanha fascista de 1933-1945. E, exatamente por representar o que há de pior na humanidade, Israel atrai figuras como Bolsonaro e seu “Zerohum”, o senador da República Flávio Incitatus Bolsonarinho.
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