11/04/2026
Advogada e professora
Ontem ministrei uma aula de 10h na pós-graduação em Enfermagem em Estomaterapia da PUC/PR, em Curitiba, sobre os aspectos bioéticos e jurídicos da atuação do enfermeiro estomaterapeuta.
Foi um dia intenso — e muito alinhado ao que eu acredito na prática:
não existe assistência segura sem consciência jurídica.
Abordamos temas essenciais como bioética, sigilo e LGPD, prontuário, TCLE, publicidade na enfermagem, teleconsulta e aspectos civis, empresariais, administrativos e criminais.
Também contamos com a participação de uma fiscal do COREN, conectando teoria e prática a partir do Código de Ética e da realidade da fiscalização.
Mas o ponto-chave foi quando o jurídico deixou de ser conteúdo e virou raciocínio.
No caso prático, os alunos foram provocados a enxergar a clínica com lente jurídica, estruturar teses, identificar riscos e pensar de forma estratégica.
Porque hoje não basta saber fazer bem.
É preciso saber decidir, registrar, comunicar — e se proteger.
E, sendo muito honesta: para esta advogada que já atuou como enfermeira, isso não é só ensino.
É propósito.
Formar profissionais mais conscientes, mais seguros e menos vulneráveis juridicamente.