01/01/2026
*Sentença*
*Vistos, etc.*
É chegada a hora de extinguir, com resolução do mérito, os antigos processos de desencanto e mágoas, após regular contraditório interno e ampla defesa da esperança; reconhecer, de ofício apenas aquilo que o tempo autorizou, *a prescrição de velhos problemas e traumas que já perderam objeto e interesse processual.*
Determina-se o arquivamento do que foi superado, com baixa definitiva na memória e certif**ação histórica do aprendizado; indefere-se, por absoluta ausência de justa causa, o ingresso de pensamentos negativos; *defere-se, sem necessidade de custas, a prática reiterada de abraços, votos de felicidade, risadas espontâneas e o respeito integral à diversidade.*
F**a consignado que o juiz da própria vida deve manter-se natural e imparcial, sem investigar, acusar ou condenar previamente, limitando-se a decidir com serenidade aquilo que efetivamente lhe for provocado pela consciência. À acusação, caberá apontar os excessos do passado; à defesa, sustentar os sonhos do futuro; *ao julgador, apenas garantir equilíbrio e bom senso, sem prejulgamentos ou gestão de provas.*
Consigna-se, ainda, que a pluralidade de ideias não configura infração, *nem o pensamento divergente, tampouco a opção política ou sexual, autoriza qualquer forma de agressão, seja verbal, moral ou simbólica.*
Defere-se, como princípio estruturante da convivência, a tolerância ativa e o respeito mútuo, f**ando expressamente vedada a criminalização do outro apenas por pensar diferente. O diálogo é admitido; *o ódio, rejeitado liminarmente; a liberdade de expressão, exercida em sua plenitude e com responsabilidade.*
Distribua-se mais carinho e respeito do que presentes materiais; expeçam-se mandados de alegria, com cumprimento imediato; autoriza-se a produção antecipada e contínua de provas de amor, em regime de cooperação processual e boa-fé objetiva.
Chama-se a vida à ordem, não para punir, mas para organizar; determina-se a boa-vontade como regra geral, *vedada sua aplicação seletiva; convoca-se o ano de 2026 que, observado o sistema acusatório da existência e a imparcialidade das escolhas, f**a solenemente declarado Ano de Paz e de Fé.*
Publique-se na alma.
Registre-se na memória afetiva.
Intime-se a felicidade, com urgência.
*Feliz Ano Novo a todos, e que Deus os abençoe.*
*Dr Andrews Junhi*
Assinado eletronicamente pelo PJe
(Paz, Justiça e Equidade).