28/06/2021
Hoje celebramos o Dia do Orgulho LGBTQIA+.
Em 1969, esta data marcou a revolta da comunidade LGBTQIA+ contra uma série de invasões da polícia de Nova York ao bar Stonewall Inn.
A partir de então, foram organizados vários protestos por várias cidades norte-americanas.
A 1ª Parada do Orgulho Gay foi organizada no ano seguinte (1970), para lembrar e fortalecer o movimento de luta contra o preconceito.
As manifestações f**aram conhecidas como a Revolta de Stonewall Inn, e são consideradas como o marco inicial do movimento de igualdade civil da comunidade LGBTQIA+ no século XX.
No Brasil, há apenas dois anos, o Supremo Tribunal Federal – STF, proferiu uma decisão se tornou um marco na luta pela diversidade no Brasil ao permitir a aplicação da Lei do Racismo (7.716/1989) em casos de homotransfobia.
A decisão permitiu que discriminações e ofensas às pessoas LGBTQIA+ pudessem ser tipif**adas no artigo 20 da referida norma, com punição de um a três anos de prisão. O crime é inafiançável e imprescritível.
Outro avanço alcançado foi a revogação da portaria do Ministério da Saúde e da Anvisa que restringia a doação de sangue por homens g**s.
Importante ressaltar que ainda há muito o que conquistar, pois de acordo com o relatório da Associação Internacional de Lésbicas, G**s, Bissexuais, Transgêneros e Intersexuais – ILGA, o Brasil ocupa o primeiro lugar nas Américas em quantidade de homicídios de pessoas LGBTs e é o líder em assassinato de pessoas trans no mundo.
Dados do Relatório Anual de Mortes Violentas de LGBTI no Brasil, do Grupo Gay da Bahia – GGB, revelam que, em 2020, 237 pessoas tiveram morte violenta relacionada à sua orientação sexual ou identidade de gênero.
De acordo com a pesquisa, foram 224 homicídios (94,5%) e 13 suicídios (5,5%) de lésbicas, g**s, bissexuais, travestis e transexuais. Pela primeira vez, desde 1980, travestis ultrapassaram g**s em número de mortes: 161 travestis e trans (70%), 51 g**s (22%) 10 lésbicas (5%), 3 homens trans (1%) e 3 bissexuais (1%), além de 2 heterossexuais confundidos com g**s (0,4%).
No ano de 2019, no ano da criminalização da homotransfobia, houve queda nos índices na comparação com os anos anteriores: o número total+