25/09/2026
A recuperação judicial continua ocupando espaço relevante no cenário empresarial brasileiro. Até abril de 2026, foram registrados 268 processos de recuperação judicial, envolvendo 602 CNPJs, segundo dados do Serasa Experian. O movimento sucede um 2025 de números elevados, quando 977 processos alcançaram 2.466 empresas.
Os dados mostram que empresas continuam recorrendo ao instituto como instrumento de reorganização diante de dificuldades financeiras, restrição de crédito e pressão sobre o caixa.
A efetividade da recuperação judicial depende de fatores que vão além do ajuizamento: viabilidade econômica da empresa, capacidade de geração de caixa, qualidade do plano de recuperação, negociação com credores e identificação do problema financeiro no momento adequado.
Por isso, a recuperação judicial deve ser compreendida como um instrumento de reestruturação empresarial, e não como uma solução automática para o endividamento.
Para empresas em dificuldade, o diagnóstico antecipado e o planejamento jurídico-financeiro podem ser determinantes para avaliar se a recuperação judicial é realmente o caminho mais adequado.
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