17/08/2026
A maioria das mulheres vítimas de violência doméstica só começa a pensar em prova depois que já registrou o boletim. Na hora do medo, ninguém para pra guardar nada, e é exatamente esse o momento em que mais se perde.
- Print de conversa não se apaga por sentir vergonha. Guarda, mesmo que doa ler de novo;
- Áudio ameaçador não se escuta uma vez e some. Se salva, se envia pra um e-mail próprio, se tira de circulação do celular que ele pode ter acesso;
- Data e hora de cada episódio, mesmo os que pareceram "pequenos", contam mais do que parece;
- Alguém que já ouviu, mesmo que só uma vez, "ele está me ameaçando", essa pessoa é testemunha antes mesmo de saber que vai precisar ser.
- Ida ao médico, mesmo que só pra tratar um mal-estar "sem explicação", vira histórico. Vira data. Vira prova.
Nada disso substitui a denúncia. Mas quase sempre é o que falta quando ela finalmente acontece.
Guarda esse conteúdo. Quem nunca precisou de nada disso teve sorte. Quem precisar, vai lembrar que existia um caminho antes do desespero.