Nubia B. Soares - Advogada

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A proteção animal nunca foi — e nunca será — apenas sobre os animais. Ela é sobre o mundo, sobre a forma como a sociedad...
24/07/2025

A proteção animal nunca foi — e nunca será — apenas sobre os animais. Ela é sobre o mundo, sobre a forma como a sociedade trata o que é frágil, vulnerável, silencioso e, por isso, está profundamente entrelaçada com as lutas humanas.

Onde há abandono animal, há ausência do Estado. Onde há maus-tratos, há violência sistêmica. Onde há crueldade com um animal, há uma criança negligenciada, uma mulher agredida, um idoso isolado.

Não é coincidência — é padrão.

A indiferença com a dor do outro — qualquer outro — é um sintoma social, um alerta de que algo está profundamente errado. Ignorar o sofrimento animal é, também, fechar os olhos para o sofrimento humano.

A proteção animal é mais do que compaixão: é responsabilidade coletiva, é sensibilidade política, é o exercício de um olhar que não hierarquiza a dor, mas compreende sua raiz.

E não é à toa que são as mulheres — tantas vezes silenciadas, sobrecarregadas, invisibilizadas — que lideram a luta pela causa animal. São elas que se abaixam para socorrer o cão atropelado, que acolhem ninhadas, que organizam rifas, que tiram do pouco que têm para cuidar dos ignorados pelo poder público e grande parte da sociedade por que sabem, no corpo e na alma, o que é ser deixada para trás.

E há algo de profundamente humano nesse gesto de acolher o que o mundo rejeita. Quem cuida de um animal ferido também está dizendo: a vida importa, mesmo quando não produz, não vota, não fala. Essa ética do cuidado — que se estende aos animais — é a mesma que pode transformar a sociedade em algo mais justo, mais empático, mais íntegro.

Por isso, a proteção animal não é uma causa “à parte”, ela é reflexo de tantos outros contextos.

Adotar é mais do que abrir as portas de casa. É abrir o coração para enxergar o que muitos ignoram: vidas que resistem, ...
23/07/2025

Adotar é mais do que abrir as portas de casa. É abrir o coração para enxergar o que muitos ignoram: vidas que resistem, mesmo tendo sido esquecidas.

Em um mundo cada vez mais acelerado, fútil e estético, adotar é ir na contramão. É dizer, com atitude e sensibilidade: eu escolho o vínculo, não a aparência. Escolho a história, não o pedigree. Escolho o afeto, não o padrão.

Quem adota assume uma postura de mundo. Uma postura de quem compreende que a empatia não tem raça, cor ou tamanho. Que o valor de uma vida não se mede por etiqueta, mas pelo olhar que retribui com gratidão silenciosa cada gesto de acolhimento.

E sejamos honestos: não há nada mais cafona do que a repetição disfarçada de “bom gosto”. Casas iguais, roupas iguais, cães iguais — como se a verdadeira sofisticação estivesse em seguir padrões. Estilo de verdade é quem sustenta escolhas com consciência. Chique mesmo é ser original. É surpreender com um vira-lata resgatado que tem mais personalidade no focinho torto do que muito cão de vitrine.

Adotar é político porque é transformador. Transforma o destino de um animal, transforma uma casa, transforma quem adota. E mais: inspira outras pessoas a fazerem o mesmo. É um ato que reverbera — discreto, mas potente.

É também um gesto de profunda elegância. A elegância de quem não precisa ostentar, porque carrega consciência. A elegância de quem sabe que estilo mesmo é ter coragem para amar o que ninguém enxerga.

E mais do que tudo: adotar é um ato de justiça. Não a justiça das leis, mas aquela justiça íntima, cotidiana, que devolve dignidade a quem foi esquecido — e que, ao fazer isso, humaniza a todos nós.

Adotar é, sim, um privilégio. Mas não o privilégio de “salvar”, mas o de conviver, de dividir a vida com um ser que talvez tenha sofrido o pior do mundo, mas ainda assim confia, ama e entrega.

E isso, convenhamos, é para poucos.

Vivemos em um país onde milhões de pessoas não têm acesso a direitos básicos, onde uma outra população, também invisível...
22/07/2025

Vivemos em um país onde milhões de pessoas não têm acesso a direitos básicos, onde uma outra população, também invisível, luta para sobreviver: os animais abandonados.

A proteção animal, apesar de tratada por muitos como “coisa de quem gosta de bicho”, é antes de tudo uma questão social. Um reflexo direto da negligência estrutural que atinge as camadas mais vulneráveis da sociedade — humanas e não humanas.

Em bairros periféricos, onde falta comida no prato, também falta ração. Em casa que falta remédio, também falta atendimento veterinário. Castração? Só se for mutirão de ONG, quando dá. E é nesse cenário que a superpopulação animal explode, silenciosamente, aos olhos de um Estado que se recusa a enxergar.

Mas quem grita por socorro não é o poder público — é o protetor. Aquele que tira do próprio bolso, que arrisca a própria saúde, que carrega no colo aquilo que o mundo descartou. E, ironicamente, é também quem mais apanha. Apanha da burocracia, da falta de estrutura, da indiferença das pessoas e, principalmente, do julgamento de quem nunca se dispôs a fazer nada.

A causa animal não é um capricho de gente sensível. É uma trincheira de resistência em um país desigual. A pessoa que abandona um animal é muitas vezes a mesma que foi abandonada por políticas públicas, por uma sociedade excludente, por uma lógica que trata tudo como descartável — inclusive vidas.

Proteger um animal é um ato político. É ir contra o ciclo da indiferença. É entender que onde há sofrimento, há urgência. E que não há como lutar por justiça social ignorando quem também sente frio, dor, fome e medo — mesmo sem dizer uma palavra.

A 15ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação de uma mulher por maus-tratos ...
08/07/2025

A 15ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo manteve a condenação de uma mulher por maus-tratos a animais, após ser comprovado que ela mantinha um canil clandestino com cerca de 80 cães em condições insalubres em sua residência, em Birigui/SP.

A pena foi fixada em 3 anos e 4 meses de reclusão em regime aberto, além de multa. A pena privativa de liberdade foi substituída por prestação pecuniária e serviços à comunidade pelo mesmo período.
Os cães estavam em situação crítica, com doenças de pele, fraturas, sem acesso à luz solar ou alimentação adequada. Eles foram resgatados e levados para lares temporários.
A relatora Ely Amioka destacou que o conjunto de provas foi suficiente para comprovar os maus-tratos, confirmando a sentença. (Fontes: e TJSP)

Pontuamos: Adotar é um ato de consciência e responsabilidade!

🔸 Canis clandestinos são ambientes de sofrimento
Esse caso evidencia como muitos criadores ilegais colocam o lucro acima do bem-estar animal, mantendo os animais em locais superlotados, sujos e sem cuidados básicos.
Adotar, em vez de comprar, ajuda a quebrar a lógica da exploração animal.

🔸 A adoção salva vidas
Os 80 cães resgatados agora terão a chance de encontrar famílias responsáveis, que os tratem com amor. Cada adoção consciente representa uma vida retirada do abandono, da crueldade ou do comércio ilegal.

🔸 "Vitrine" não é sinônimo de saúde ou afeto
Animais vendidos em pet shops ou redes sociais podem ter origem em criadouros cruéis, como este. Quem adquire um animal sem investigar sua origem pode estar, mesmo sem saber, financiando maus-tratos.

🔸 A adoção também é um compromisso jurídico e ético
Animais não são objetos. Eles têm direitos reconhecidos pela legislação brasileira, e maus-tratos configuram crime (art. 32 da Lei 9.605/98).
Ao adotar, a pessoa assume responsabilidade legal e afetiva pela vida daquele animal.

🔸 Conscientização é essencial
Casos como esse devem servir de alerta para a sociedade. Denúncias de maus-tratos salvam vidas, e a mobilização popular pode ajudar a enfrentar o comércio irregular de animais e fortalecer políticas de proteção.

🚨 ATENÇÃO, VETERINÁRIOS!Saiu a nova Resolução CFMV nº 1653/25 e ela já está em vigor!📑 A norma altera pontos importantes...
07/07/2025

🚨 ATENÇÃO, VETERINÁRIOS!
Saiu a nova Resolução CFMV nº 1653/25 e ela já está em vigor!

📑 A norma altera pontos importantes da Resolução 1321/2020, principalmente sobre documentos clínicos e o prontuário médico-veterinário.

As mudanças mais relevantes incluem:
✔️ Maior rigor na elaboração de documentos
✔️ Padrão mais técnico e seguro para a clínica veterinária

⚠️ Ficar por dentro dessas mudanças é fundamental para evitar responsabilizações éticas e legais.

📲 Salve esse post e compartilhe com colegas que precisam saber disso!

🔍 Se quiser entender como adequar sua clínica às novas exigências, me chama no direct ou clique no link da bio.

⚖️ “Mas liminar funciona mesmo?”⠀Muita gente acha que entrar na Justiça demora, que só complica, que não dá em nada...Ma...
09/06/2025

⚖️ “Mas liminar funciona mesmo?”

Muita gente acha que entrar na Justiça demora, que só complica, que não dá em nada...
Mas a verdade é que, quando o assunto é saúde, a Justiça pode agir rápido.

📍 A liminar é um pedido de urgência que pode garantir:
✅ Cirurgia
✅ Internação
✅ Medicação
✅ Exame de alto custo

🕒 Em alguns casos, a decisão sai em menos de 48h.
E o plano é obrigado a cumprir, sob pena de multa.

📌 Neste post, eu explico como funciona e quando vale a pena pedir uma liminar.

💸 Você está pagando pra ter saúde... ou pra ter dor de cabeça?⠀Todo mês sai do seu bolso: R$700, R$800, R$1.000...E quan...
06/06/2025

💸 Você está pagando pra ter saúde... ou pra ter dor de cabeça?

Todo mês sai do seu bolso: R$700, R$800, R$1.000...
E quando você mais precisa, o plano diz “não cobre”, “não está no rol”, “tem que esperar”.

➡️ Aí você paga exame particular.
➡️ Procura SUS lotado.
➡️ Ou pior: desiste de tratar.

E o custo vai muito além do financeiro.
😔 É atraso no diagnóstico.
😣 É sofrimento evitável.
⏳ É o tempo perdido esperando uma autorização que não vem.

📌 Neste post, eu te ajudo a refletir: vale a pena continuar assim?

🛑 Você já caiu em alguma dessas mentiras?Muita gente acredita no que o plano diz e acaba deixando de lutar por um direit...
04/06/2025

🛑 Você já caiu em alguma dessas mentiras?
Muita gente acredita no que o plano diz e acaba deixando de lutar por um direito garantido por lei.

Neste post, eu te mostro 5 desculpas clássicas que os planos de saúde usam para negar tratamentos, exames e até internações.

⚠️ Atenção: o que parece regra muitas vezes é só estratégia pra economizar às suas custas.

📌 Salve esse post pra consultar sempre que receber uma negativa.

💬 Já escutou alguma dessas desculpas? Me conta nos comentários.

📋 Você já ouviu falar no "Rol da ANS"?Talvez o plano de saúde tenha usado isso como desculpa pra negar alguma terapia do...
02/06/2025

📋 Você já ouviu falar no "Rol da ANS"?
Talvez o plano de saúde tenha usado isso como desculpa pra negar alguma terapia do seu filho... Mas será que isso é certo?

👉 Desliza o carrossel pra entender, de forma simples, o que é o Rol da ANS, o que ele cobre (e o que não pode limitar!) e por que ele não é desculpa pra negar tratamento a crianças com TEA.

🔍 Informação é o primeiro passo pra garantir os direitos do seu filho!

📩 Ficou com dúvidas ou o plano usou o Rol pra negar cobertura? Me chama no direct.

Essas frases já fizeram muitas mães desistirem de lutar pelos direitos dos filhos com autismo. Talvez você mesma já tenh...
29/05/2025

Essas frases já fizeram muitas mães desistirem de lutar pelos direitos dos filhos com autismo. Talvez você mesma já tenha pensado assim… e tá tudo bem sentir medo ou dúvida.
Mas deixa eu te contar uma coisa importante:

✨ Você não está exagerando quando busca o melhor pro seu filho.
✨ Você não está sozinha — existem caminhos acessíveis, apoio jurídico e até decisões rápidas com liminar.
✨ Você tem mais chances de ganhar do que imagina, especialmente quando há laudo médico e indicação terapêutica correta.

🧩 Seu filho tem direitos. E você tem escolha.

📩 Nubia B. Soares - advogada em direito da saúde

🔹 1. Carência estendida? ILEGAL!Se você já cumpriu a carência padrão, o plano não pode inventar prazos maiores só porque...
26/05/2025

🔹 1. Carência estendida? ILEGAL!
Se você já cumpriu a carência padrão, o plano não pode inventar prazos maiores só porque o tratamento é contínuo ou envolve terapias específicas. Isso é abuso!

🔹 2. Limitar horas de terapia? NEM PENSAR!
O plano não pode decidir quantas horas seu filho precisa de ABA, fono ou TO. Quem define isso é o médico, com base no laudo e nas necessidades reais da criança.

🔹 3. Cobrar valores abusivos? VIOLA A LEI!
Coparticipações altíssimas, que tornam impossível continuar o tratamento, são claramente ilegais. O custo não pode virar um obstáculo para o desenvolvimento do seu filho.

💡Se você está enfrentando alguma dessas situações, não aceite como normal. Existem caminhos legais para fazer valer os direitos da sua família.

📩 Nubia B. Soares - Advogada em direito da saúde

📢 Seu filho tem direitos que o plano de saúde NÃO pode negar — e você precisa conhecer cada um deles!Muitas mães escutam...
21/05/2025

📢 Seu filho tem direitos que o plano de saúde NÃO pode negar — e você precisa conhecer cada um deles!

Muitas mães escutam “não cobre” e simplesmente desistem… Mas a verdade é que com laudo médico e a indicação correta, o plano é OBRIGADO a garantir terapias essenciais para o desenvolvimento do seu filho com TEA.

🧩 ABA, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, equipe multidisciplinar… tudo isso é amparado por lei.

⚖️ Se o plano negou algum desses atendimentos, você pode agir. Não precisa passar por isso sozinha.

📩 Nubia B. Soares - Adv. em direito da saúde.

Endereço

Indaiatuba, SP
13333522

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