22/05/2026
Hoje a vida me presenteia com 57 anos.
E confesso: cheguei até aqui com o coração mais sereno, o olhar mais humano e a alma muito mais grata.
Sou o quarto filho entre seis irmãos.
Aprendi cedo que a vida tem barulho de casa cheia, cheiro de café compartilhado, conselhos dados na mesa e afetos que atravessam o tempo. Talvez por isso eu tenha aprendido tão cedo o valor da união, da lealdade e da presença.
Ao longo do caminho, colecionei mais do que vitórias.
Colecionei histórias.
Enfrentei batalhas silenciosas, celebrei conquistas sonhadas, perdi algumas vezes, recomecei outras tantas… e segui.
E como escreveu São Paulo:
“Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.”
Talvez essa frase nunca tenha feito tanto sentido para mim quanto agora.
Porque até aqui lutei minhas batalhas. Ao final de cada uma delas, guardei as armas, mas mantive a fé. Fé em dias melhores. Fé na vida. Fé nas pessoas. Fé em dias mais leves e mais justos para todos nós.
Hoje não quero contar o tempo.
Quero agradecer por ele.
Agradecer pelas pessoas que caminham comigo, pela família que me sustenta, pelos amigos verdadeiros, pelos desafios que me amadureceram e pela oportunidade de continuar sonhando, porque envelhecer só vale a pena quando a alma continua jovem o suficiente para acreditar no amanhã.
Chego aos 57 anos com gratidão no peito, esperança nos olhos e a certeza de que a vida ainda guarda páginas bonitas para serem escritas e vividas.
E que venham os próximos capítulos!!!