03/06/2026
Eu me chamo Julia por causa de um bom atendimento.
Minha mãe estava grávida de mim e ainda sem decidir o nome da filha. Ao ser atendida por uma mulher chamada Julia, encantou-se pelo nome, pela sonoridade e pela forma como foi tratada pela minha xará.
A Julia do atendimento nunca veio a saber que um dia normal do seu trabalho repercutiu em uma decisão tão especial na vida de outras pessoas. Uma mãe com um nome escolhido para sua menina. Uma menina com um nome que a acompanharia para sempre.
Os nossos atos não ficam, eles vão para o mundo. Dão frutos, muitas vezes sequer conhecidos por nós. O movimento natural da vida os leva. E há quem diga que de um jeito ou de outro, retornam. Eu acredito nisso.
A forma como tratamos os outros não se encerra no atendimento. Cria ou impossibilita vínculos. Traz alegria ou descontentamento. Solução ou impasse.
E é por isso que, para mim, o bom atendimento é inegociável. Especialmente em um cartório, serviço público. Especialmente em um cartório de protesto, serviço público que frequentemente recebe pessoas com algum tipo de conflito ou dificuldade, muitas vezes já fragilizadas.
Há casos em que a situação pode ser, sim, desagradável, mas a forma de tratar não pode potencializar o mal-estar. Pelo contrário. Problemas existem para serem solucionados, e pessoas que trabalham com atendimento precisam bem tratar. Precisam.
Assim como fez a Julia, a quem eu agradeço pelo belo nome que despretensiosamente inspirou.
Assim como fazem os escreventes do Tabelionato de Protesto de Imbituva.
Neste Dia do Escrevente eu agradeço e parabenizo os escreventes do cartório por, além de sempre atenderem com competência e técnica, o fazerem com bom humor e humanidade.
Que a gente se questione com frequência e franqueza qual o tipo de impacto que a nossa forma de tratar causa à nossa volta (e dentro de nós).
martins .plopes .08