26/08/2026
Nem toda transformação faz barulho.
Às vezes, ela acontece no silêncio de uma mulher que finalmente descobre que aquilo que vive tem nome.
Acontece quando alguém percebe que não precisa suportar a violência em nome da família, dos filhos ou de um amor que deixou de ser cuidado.
Acontece quando uma profissional escolhe acolher em vez de julgar.
Quando uma informação chega antes do medo.
Quando uma mulher descobre que existem caminhos, direitos e pessoas dispostas a ajudá-la a percorrê-los.
Foi por isso que essa palestra teve um significado tão especial para mim.
Falar sobre a Lei Maria da Penha é falar sobre leis, medidas protetivas, direitos e mecanismos de proteção. Mas, acima de tudo, é falar sobre vidas.
E eu acredito profundamente que o Direito só cumpre verdadeiramente o seu papel quando consegue sair do papel e chegar até quem precisa dele.
Cada foto deste registro guarda um pouco desse encontro, das trocas, dos olhares, das perguntas e da certeza de que informar também é uma forma de proteger.
Que aquilo que foi dito naquela sala continue circulando muito depois que as cadeiras forem organizadas e as portas forem fechadas.
Que uma mulher se lembre de que pode pedir ajuda.
Que alguém aprenda a não julgar.
Que alguém escolha acolher.
E que, em algum lugar, uma vida possa ser diferente porque uma informação chegou na hora certa.
É por isso que eu escolho falar.
É por isso que eu escolho ensinar.
É por isso que eu escolho exercer a advocacia com propósito. 🤍