12/08/2026
Assédio moral só parece “mimimi” para quem nunca precisou voltar, todos os dias, a um ambiente de trabalho onde é humilhado, isolado, intimidado ou perseguido.
E quase nunca começa com um grande episódio. Começa aos poucos: uma exposição desnecessária, uma mudança injustificada de tratamento, a retirada de funções, comentários depreciativos, cobranças direcionadas, isolamento, ameaças veladas ou tentativas constantes de desestabilizar o trabalhador.
Com o tempo, aquilo que os outros chamam de “brincadeira”, “problema de relacionamento” ou “exigência da chefia” pode transformar o trabalho em um lugar de sofrimento.
E há algo especialmente perverso nisso: muitas vezes, quando a vítima finalmente reage ou denuncia, tentam inverter os papéis. Quem sofreu passa a ser chamado de “difícil”, “problemático” ou “encrenqueiro”.
Não normalize.
Assédio moral não é frescura. Não é falta de resiliência. E exercer poder hierárquico não significa ter autorização para humilhar.
Se você está vivendo uma situação assim, registre os acontecimentos, preserve mensagens, documentos e demais provas e procure orientação jurídica.
Porque trabalhar é uma necessidade. Suportar humilhação não deveria ser.