11/08/2026
Hoje o feed vai estar cheio de homenagem, e eu resolvi usar o meu espaço para dizer outra coisa.
Em quase duas décadas de Direito das Famílias, aprendi que existe uma parte dessa profissão que nunca entra no post de 11 de agosto. É a parte em que o advogado responde mensagem no quarto do hospital, adia férias pela terceira vez, dorme com o celular ligado e chega na audiência tendo dormido quatro horas. Essa parte não vira homenagem, vira anedota de bastidor, contada entre colegas como se fosse prova de dedicação.
Só que ela não prova nada, porque advogado exausto lê pior, escuta pior e decide pior, e quem sente o efeito disso é a cliente que confiou o próprio patrimônio e a própria família a alguém que já não tem condição de pensar direito.
Escrevi este carrossel com aquilo que sei que nenhuma advogado quer mais, e escrevi sabendo que alguns pontos vão incomodar. Não escrevi para reclamar da profissão que eu escolhi e que eu amo exercer, escrevi porque a relação entre advogado e cliente funciona muito melhor quando as regras são claras.
Tem um slide que eu quase não publiquei, porque ele toca em algo que virou rotina nos últimos dois anos e que quase ninguém na advocacia teve coragem de nomear ainda. Arraste até o fim e você vai saber qual é.
E se você trabalha em qualquer profissão onde disponibilidade virou sinônimo de competência, você vai reconhecer mais de um deles.
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