04/08/2026
A morte é um fato. Sabemos que ela faz parte da existência, ainda que não saibamos quando chegará.
A vida, por sua vez, vai sendo construída nas escolhas que fazemos ao longo do caminho.
Escolhemos pessoas, afetos, projetos, permanências, partidas, silêncios, palavras e recomeços. Algumas decisões são grandes; outras parecem pequenas. Mas todas, de alguma forma, ajudam a desenhar quem somos.
E toda escolha pressupõe uma renúncia.
Escolher um caminho significa compreender que não podemos percorrer todos ao mesmo tempo. Não se trata apenas de perder possibilidades, mas de dar direção à própria vida. Ao escolher, reconhecemos aquilo que, naquele momento, merece nosso tempo, nossa presença e nosso cuidado.
Nem sempre escolhemos o que nos acontece. Mas podemos escolher a maneira como acolhemos a realidade, como seguimos adiante e qual sentido damos ao que vivemos.
Talvez viver com serenidade seja justamente isso: aceitar que cada escolha tem suas consequências, fazer as pazes com os caminhos que ficaram para trás e estar inteiro no caminho que decidimos seguir.
A morte é um fato. A vida, escolhas.
— Rafael Bomfim