17/09/2026
Aviso que essa não vai ser uma legenda convencional sobre a minha primeira palestra. Pois, às vésperas do mês em que eu completo 30 anos, talvez o mais interessante seja perceber que ainda existem (muitas) primeiras vezes à espera de serem vividas.
Bom, sábado, 12/09, foi dia da minha primeira palestra.
E sim: uma das coisas que eu mais gosto sobre chegar até aqui seja perceber que a vida não vai ficando menor conforme a gente cresce. Ainda existem lugares onde eu nunca estive, coisas que eu nunca fiz, versões minhas que eu ainda não conheci.
Foi a primeira vez falando para um público daquela forma. Teve frio na barriga, teve aquele segundo em que o cérebro decide esquecer exatamente a palavra que você queria usar, mas teve, principalmente, a sensação muito boa de estar ocupando um espaço que eu quero ocupar mais vezes. Um espaço que eu construo todos os dias. Não herdei esse caminho, não cheguei nele por acaso e ninguém abriu a porta por mim. Cada espaço que ocupo hoje foi sendo construído aos poucos, com trabalho, insistência e escolha.
Eu sempre fui confortável atrás dos livros, das petições, estudando, escrevendo, construindo raciocínios. Falar sobre aquilo que eu estudo e acredito para outras pessoas é outro exercício. E eu quero aprender esse também.
Engraçado pensar que daqui a pouco faço 30 e continuo colecionando primeiras vezes.
Que bom.
Espero chegar aos 40, 50, 60 exatamente assim: ainda encontrando coisas que me deem um pouco de medo, bastante curiosidade e vontade de aprender.