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A falência da Oi muda, na prática, a forma de receber valores já reconhecidos pela Justiça.Isso atinge não apenas bancos...
26/08/2026

A falência da Oi muda, na prática, a forma de receber valores já reconhecidos pela Justiça.

Isso atinge não apenas bancos e grandes empresas, mas também pessoas físicas que venceram ações por negativação indevida, cobrança indevida, dano moral, dano material ou restituição de valores.

O crédito não desaparece e a sentença continua válida. O que muda é o caminho para o recebimento: a cobrança individual deixa de seguir normalmente e o credor passa a se sujeitar às regras do processo de falência.

Na prática, isso pode significar:
• necessidade de verificar ou habilitar o crédito;
• acompanhamento dos editais e prazos;
• espera maior pelo pagamento;
• possibilidade de recebimento apenas parcial, conforme os recursos disponíveis e a ordem legal de credores.

Por isso, quem tem valores a receber da Oi deve acompanhar de perto o processo falimentar e verificar como seu crédito está sendo tratado.

O recurso especial está prestes a ganhar um novo filtro — e a mudança vai muito além de uma exigência formal.Aprovado pe...
15/07/2026

O recurso especial está prestes a ganhar um novo filtro — e a mudança vai muito além de uma exigência formal.

Aprovado pela Câmara dos Deputados em 14 de julho de 2026, o PL 3.085/2026 regulamenta a demonstração da relevância da questão federal como requisito para a admissão do recurso especial pelo STJ. Como o texto do Senado foi aprovado sem alterações, a proposta segue agora para sanção presidencial.

Na prática, o recorrente deverá incluir no REsp um capítulo autônomo e fundamentado, explicando por que a controvérsia possui importância econômica, política, social ou jurídica que ultrapassa os interesses das partes.

A ausência desse tópico poderá impedir o conhecimento do recurso.

A análise da relevância caberá exclusivamente ao STJ, e sua rejeição dependerá do voto de dois terços dos membros do órgão julgador competente.

O projeto também atribui relevância presumida a determinadas matérias, como ações penais, ações de improbidade, causas de elevado valor, processos que possam gerar inelegibilidade e decisões contrárias à jurisprudência dominante do STJ.

Essa seleção, contudo, permite uma reflexão: parte significativa das hipóteses presumidas envolve controvérsias que podem atingir diretamente agentes políticos, candidatos ou antigos detentores de mandato.

Outro ponto sensível é a transformação dos julgamentos realizados nesse regime em precedentes obrigatórios.

A uniformização da jurisprudência é indispensável à segurança jurídica. Ainda assim, merece cautela a expansão de decisões judiciais com força normativa próxima à da própria lei, especialmente quando uma tese pode nascer vinculante antes de passar por longa maturação jurisprudencial e por suficiente avaliação de seus efeitos concretos na sociedade.

Para a advocacia, a consequência será imediata: não bastará apontar violação à legislação federal. Será necessário demonstrar por que aquela questão interessa ao sistema jurídico nacional, e não apenas às partes daquele processo.

O recurso especial ficará mais próximo da lógica da repercussão geral e mais distante da função de simples revisão de erros individuais.

Salve este post para consultar quando a nova disciplina entrar em vigor.

Você já ouviu falar no “Pix Pensão”?O PL 4.978/2023 propõe uma alteração no CPC para permitir que a pensão alimentícia s...
09/07/2026

Você já ouviu falar no “Pix Pensão”?

O PL 4.978/2023 propõe uma alteração no CPC para permitir que a pensão alimentícia seja paga por transferência automática mensal, mediante ordem judicial, diretamente da conta do alimentante para a conta do alimentando ou de seu representante legal.

Na prática, a ideia é criar um mecanismo de débito judicial automático da pensão, especialmente útil em casos em que não há desconto em folha ou em que o alimentante atrasa reiteradamente o pagamento.

Mas atenção: o projeto ainda não é lei vigente.

O texto foi aprovado pelo Senado em 07/07/2026 e segue para sanção presidencial. Além disso, se sancionado, somente entrará em vigor 1 ano após a publicação oficial.

O Pix Pensão não substitui os meios tradicionais de execução de alimentos. Ele acrescenta uma nova ferramenta ao sistema, sem afastar os mecanismos já previstos no CPC, inclusive os meios coercitivos cabíveis quando houver inadimplemento.

Em resumo: a proposta busca reduzir a necessidade de o credor acionar o Judiciário a cada parcela vencida, criando um procedimento mais automático, controlado judicialmente e com regras próprias para bloqueio, contraditório e eventual conversão em penhora.

Salve este post para consultar depois.

Alimentar gatos comunitários em condomínio pode parecer apenas um gesto de cuidado. Mas, quando isso ocorre em área comu...
08/07/2026

Alimentar gatos comunitários em condomínio pode parecer apenas um gesto de cuidado. Mas, quando isso ocorre em área comum, contra regras internas e com prejuízos aos demais moradores, a situação pode ganhar contornos jurídicos.

O TJDFT manteve a condenação de moradoras que, de forma reiterada, alimentavam gatos em áreas comuns do condomínio. Para a Corte, a conduta configurou uso anormal da propriedade, violação ao direito de vizinhança e ato ilícito indenizável.

O ponto central não foi a existência dos animais, mas a forma como a conduta impactou a coletividade: aumento da população de gatos, odores, ruídos, insalubridade e danos materiais.

Em condomínio, boa intenção também precisa respeitar convenção, regimento interno e deliberações da assembleia.

Conteúdo informativo.
Fonte: TJDFT, Apelação Cível 0709647-85.2023.8.07.0006, Acórdão 2135752.

O STF mudou a forma de compreender a Lei de Improbidade Administrativa.Mas a mudança não foi simples — e muito menos irr...
03/07/2026

O STF mudou a forma de compreender a Lei de Improbidade Administrativa.

Mas a mudança não foi simples — e muito menos irrelevante.

No julgamento das ADIs 7156 e 7236, o Supremo analisou pontos centrais da reforma promovida pela Lei 14.230/2021 e definiu balizas importantes sobre dolo, erro grosseiro, particulares, sanções, bloqueio de bens, processo e prescrição.

Em linhas gerais, a decisão reforça uma ideia essencial:

não basta haver erro, irregularidade administrativa ou divergência de interpretação para que exista improbidade.

A responsabilização exige enquadramento legal, demonstração adequada da conduta e observância das garantias processuais.

Por outro lado, a improbidade não desapareceu.

Agentes públicos e particulares continuam podendo responder quando houver conduta dolosa, vantagem indevida, dano ao erário ou violação concreta das hipóteses previstas em lei.

O ponto central é saber distinguir falha administrativa de ato ímprobo.

E essa distinção faz toda a diferença.

Arraste para o lado e entenda os principais impactos da decisão.

Salve este conteúdo para consultar depois e compartilhe com quem atua na área pública ou responde a processo de improbidade.

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Cuidado com as tentativas de golpe!
12/05/2026

Cuidado com as tentativas de golpe!

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