14/05/2026
Fazia muito tempo que eu não assistia a uma palestra tão provocante, humana e intelectualmente inquietante como a de hoje, conduzida pelo meu amigo Lohan Gonçalves.
Não foi uma palestra comum. Não houve fórmulas prontas, discursos engessados ou respostas fáceis. Foi um verdadeiro convite à reflexão. Durante o debate sobre se é a justiça ou o sistema que realmente conduz o Direito Internacional, Lohan fez algo raro: não tentou convencer ninguém por meio de afirmações frias. Ele conduziu o público através de perguntas.
E talvez tenha sido justamente isso que tornou tudo tão forte.
Foram perguntas feitas com tanta precisão, contexto e sensibilidade, que dispensavam respostas. Na melhor tradição socrática, cada pergunta já carregava dentro de si uma conclusão inteira. Não era apenas uma exposição acadêmica. Era quase um espelho diante das contradições humanas e institucionais que fingimos não ver.
Entre tantas frases marcantes da noite, uma ficou ecoando na minha mente:
“O sistema exige provas, mas o trauma humano dificilmente vem compactado em PDF.”
Poucas vezes vi uma frase traduzir com tanta força a distância entre a experiência humana e a frieza burocrática das estruturas jurídicas.
Obrigado, Lohan, pela coragem intelectual e pela profundidade da reflexão.
14/05/2026
Palestra na Sala de Sessões 2 — OAB/GO