27/11/2020
A sociedade cada vez mais vem aumentando a robotização dos afazeres diários face a necessidade de atendimento das demandas em ritmo acelerado, o que muitas vezes pode acabar distanciando o verdadeiro significado de um tratamento humanizado.
É preciso buscar estabelecer o equilíbrio e harmonia nas relações, principalmente na área jurídica, em especial, no âmbito advocatício, sendo imperioso que os profissionais não direcionem o caso e o trato com cliente somente para uma solução maquinista, até porque não lidamos simplesmente com demandas jurídicas, mas sim, com vidas, com expectativas, com sonhos, com questões delicadas, sendo que o trato com o cliente vai muito além do que um número de processo judicial/diligência jurídica.
O advogado precisa prestar um atendimento adequado e personalizado, com uma postura condizente com os princípios basilares de um vínculo saudável, transparente, honesto, sincero e cordial com o cliente - valores estes que só fortalecem a confiança recíproca e possibilitam vislumbrar uma solução mais justa - em razão da função social que exerce.
Ao aplicar tais preceitos norteadores, viabilizará que o caso concreto seja tratado em sua completude, considerando as especificidades apresentadas, para fins de proporcionar um reflexo positivo na esfera judicial/extrajudicial, cabendo ao advogado - ao exercer típica atividade de meio - a missão de ponderar e aplicar a melhor tese jurídica/técnica em prol da prevalência da justiça com a correta aplicação das normas, princípios e valores, sopesando assim, imprescindivelmente, ao crivo da balança da justiça. Aliás, é importante ver a Justiça como instrumento de pacificação e não como tribunal precipuamente de disputa.
Portanto, entendemos que humanizar a advocacia é propiciar um auxílio profissional amparado no poder da empatia e da dignidade da pessoa humana, é executar um trabalho que possa buscar promover justiça daquele direito tolhido, de modo a se importar com a situação do cliente de uma forma sensível e profissional, ao passo que, ao valorizar o outro, mais perto se estará diante de uma justiça mais humanizada e próxima do Direito.