29/04/2020
A pandemia levou à necessidade de isolamento social o que, por sua vez, faz com que as pessoas passem mais tempo conectadas à internet e consumindo informações obtidas pelas mais diversas fontes. Esse é um cenário extremamente favorável para a disseminação de fake news.
É considerada “fake news” todo tipo de notícia falsa e informação inverídica. Grande parte delas gera pânico, medos e alimenta desconfianças, contribuindo para um clima de instabilidade generalizada – emocional, psicológica, social, etc. Além disso, precisamos ter em mente que, muitas vezes, “fake news” são criadas para beneficiar ou prejudicar alguém.
Ler o título não é suficiente. Não compartilhe um texto ou link sem ler todo o conteúdo. O compartilhamento de “fake news”, seja através da disseminação manual (pessoas) ou automática (bots), pode atingir um grande número de pessoas e tem a capacidade de influenciar a população.
A existência de “fake news” modificou a responsabilidade de todos na internet. Quando um indivíduo compartilha uma “fake news” pode estar cometendo crime. Se a notícia falsa for difamatória, por exemplo, e divulgada na íntegra pelo sujeito que compartilha, poderá suportar as sanções penais. Aliás, o mero compartilhamento de uma “fake news” pode resultar a quem compartilhou a obrigação de um pagamento de indenização à vítima da mentira.
Portanto, é importante conferir a veracidade de uma informação antes de publicar ou compartilhar. Caso não seja possível confirmar a veracidade do conteúdo, o melhor é não divulgar para amigos e famiiares. Um dos aspectos que alavanca a disseminação de “fake news” é justamente esse. Seja responsável, confira a fonte, e busque confirmar a autencidade do conteúdo. Também é necessário verificar a data. Na dúvida, não repasse sem ter certeza da procedência da mensagem.