25/02/2026
Entre 1937 e 1945, o Brasil viveu o Estado Novo, sob a liderança de Getúlio Vargas. Nesse período, foi implementada a chamada Campanha de Nacionalização, que buscava consolidar uma identidade nacional mais uniforme, com forte ênfase no uso exclusivo do português e na centralização do poder.
Desde o final do século XIX, o país havia recebido grandes fluxos migratórios de alemães, italianos e japoneses.
No Sul e em partes de São Paulo, essas comunidades mantinham escolas próprias, jornais e intensa vida cultural em seus idiomas de origem. Em algumas localidades, o português sequer era predominante no cotidiano.
A partir de 1938, o ensino passou a ser obrigatório em português. Escolas comunitárias foram fechadas ou adaptadas, jornais em língua estrangeira deixaram de circular e associações passaram a ser fiscalizadas.
Após 1942, com a entrada do Brasil na Segunda Guerra Mundial contra os regimes de Adolf Hi**er e Benito Mussolini, a vigilância se intensificou. Houve restrições de deslocamento, exigência de registro policial e limitações a manifestações culturais associadas aos países do Eixo.
No Sul, onde havia maior presença dessas comunidades, os efeitos foram especialmente marcantes. É um capítulo pouco lembrado, mas importante para compreender a formação histórica e cultural da região.