08/10/2020
Uma voz interior lhe diz que há muito mais em você e na vida do que aquilo que você é capaz de sentir atualmente (Palestra 204, Pathwork)
Como somos seres duais... sempre há uma briga interna entre o bem e o mal, o certo e o errado...
Estamos sempre tentando nos definir e portanto, restringindo nossa complexidade. Nossa mente, limitada, sempre nos dizendo que somos ou isso ou aquilo. Sempre rotulando a nós e aos outros.
Não gosto de rótulos. Não gosto de me definir e tento não definir ninguém. Pois quando fazemos isso ficamos presos a um papel, engessados. No começo achamos bom, pois conseguimos nos ver. Vemos nossas qualidades, o que somos bons ou não, mas novamente nos definimos, e ficamos presos à estas percepções. Assim, a longo prazo nos acomodamos e depois de um tempo começamos a nos sentir bonecos enrijecidos, fixos.
Que possamos ter a liberdade de ser quem somos em nossas mais diversas complexidades. Reconhecendo que somos luz e sombra, que fluímos entre elas. Isso nos permite crescer, descobrir novos caminhos de ser, agir e viver.
Permitir que nossas opiniões mudem, que nossos desejos e nossas vocações possam ser reinventadas, nos permite fluir com a vida.
Sim, prefiro ser uma metamorfose ambulante. Existe em mim uma parte rígida e outra fluida. E uma complementa a outra e uma aprende com a outra.
Num mundo tão cheio de regras, me sinto rebelde. A liberdade que busco e desejo a todos, a liberdade que tento viver é a liberdade de poder ser as mil faces de uma única pessoa. Que tem leveza e tem consistência, que tem presença e ausências, que tem fortaleza e fragilidades, que sorri e que chora, com coragem e medos... ter a liberdade de fluir sem culpa.
O convite hoje é para olhar onde você se engessou. Onde está preso em uma imagem idealizada por você ou pelos outros?
Auto percepção é o primeiro passo para mudanças.
(Sirlen Campos)