27/08/2026
A Meta não acordou um dia e decidiu que adolescentes estavam passando tempo demais no Instagram.
As novas restrições aparecem no contexto de um acordo judicial bilionário nos Estados Unidos.
Após ações que questionaram, entre outros pontos, o impacto do design das plataformas sobre crianças e adolescentes, a Meta firmou um acordo de aproximadamente US$ 18 bilhões e anunciou mudanças importantes no Instagram e Facebook para menores de 18 anos.
Entre elas:
⏳ limite padrão de 2 horas de uso por dia;
🌙 restrições durante a madrugada;
🏫 notificações silenciadas no horário escolar;
❤️ curtidas ocultas por padrão;
🧠 possibilidade de usar um feed menos dependente da personalização algorítmica;
📱 alertas sobre tempo de uso;
🔎 reforço na identificação da idade dos usuários.
E aqui está a parte que mais me interessa como advogada de Direito Digital:
a discussão está mudando de lugar.
Não se pergunta mais apenas se o adolescente consegue controlar quanto tempo passa nas redes.
Começa-se a questionar também quais mecanismos a própria plataforma utiliza para fazê-lo permanecer conectado.
As medidas anunciadas são voltadas aos EUA, mas o tema conversa diretamente com o que já está acontecendo no Brasil com o ECA Digital.
No fim das contas, algoritmo, design, notificações e recomendações deixaram de ser apenas decisões de produto.
Também estão se tornando questões jurídicas.
Salve este post porque essa discussão ainda vai aparecer muito por aqui.
E me conta: limitar o tempo de uso é suficiente ou as plataformas precisam mudar a forma como são construídas?