11/10/2025
Eu apenas corria atrás do que acreditava ser possível.
Naquela época, sonhar parecia um luxo que eu não podia ter. Eu não tinha escolha: precisava fazer acontecer.
Estagiava ganhando R$ 550,00 por mês. Esse valor tinha que ser suficiente para tudo.
Muitas vezes, não dava nem para a passagem de ida e volta. Por isso, depois do estágio eu não voltava para casa passava a tarde inteira na biblioteca, esperando a hora da aula.
Aula que em muitos semestres eu nem estava matriculado, porque só conseguia negociar as mensalidades atrasadas no meio do período. Estudava pela grade e pelos livros dos amigos.
Não era fácil.
Já limpei loja depois da faculdade.
Já trabalhei como promotor de cartão em loja de departamento.
Já passei noites em confecções de roupas.
Já vendi frango assado e brownie na esquina da minha rua.
Tranquei a faculdade duas vezes. Foram dois anos de interrupção.
Mas dentro de mim havia uma certeza: eu conseguiria.
Não havia espaço para desistir.
Não havia tempo para lamentar.
Eu precisava continuar.
Comecei do zero. Comecei com fé. Comecei com R$ 500,00 no bolso.
Três semanas depois, o mundo parou. Lockdown. Pandemia.
E mesmo assim, Deus me sustentou.
Se não fosse Ele, nada disso teria sido possível.
Hoje, olho para trás e entendo: cada lágrima engolida, cada noite sem dormir, cada conta atrasada e cada luta silenciosa me trouxeram até aqui.
Na última semana, subi ao palco do maior evento de Direito Bancário do Brasil.
Dividir minha trajetória e minha estratégia diante de centenas de advogados foi mais do que uma conquista foi um propósito cumprido.
Fui recebido com carinho, respeito e admiração.
Vi nos olhos de muitos o mesmo brilho que um dia tive: o de quem acredita que é possível vencer.
Gratidão, .prof , por acreditar, inspirar e abrir caminhos.
Obrigado, Deus, por me conduzir até aqui.
Eu não mereço, mas o Teu amor me constrange.
Agora, o topo é o rumo.
E o propósito continua o mesmo: inspirar, servir e provar que a fé e o trabalho constroem o impossível