19/07/2023
Não é nenhuma novidade que o divórcio instaura um processo de rupturas e ressignif**ação da dinâmica familiar. Mas você já parou para pensar as consequências negativas do divórcio na vida dos filhos?
Elas são muitas e, inclusive, acabam se perpetuando na fase adulta e, sobretudo, na forma como nos relacionamos com o outro. A ausência de diálogo entre pais e filhos acarreta uma gama de incertezas quanto às figuras de apego, torando as estruturas pessoais e emocionais dos filhos vulneráveis aos sentimentos de culpa, medo, tristeza, raiva, abandono, dentre outros.
O medo de “ir embora” assola a mente dos filhos que não têm qualquer maturidade emocional para lidar com os conflitos vivenciados no âmbito familiar. Assim, se mostra relevante que os pais conversem com os filhos e, de maneira clara e objetiva, lhes expliquem que independentemente do status conjugal continuarão ali: a amá-los e a desempenhar os papéis parentais, isto é, de pai e de mãe.
Fácil? Claro que não, pois toda ruptura traz com ela uma dor, de modo que muitos pais se veem impossibilitados de separar a conjugalidade das questões parentais. É justamente aqui que a MEDIAÇÃO ganha ênfase como um método ef**az de resolução de conflitos, capaz de reduzir signif**ativamente os aspectos negativos do divórcio na vida de todos os envolvidos, principalmente os filhos.
Um método que visa instaurar a cooperação e o diálogo entre as partes, de forma a propiciar entre elas maior autonomia e margem de negociação, possibilitando, com isso, a elaboração de um acordo menos restritivo, em que ambas as necessidades são atendidas, sempre que possível.
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