03/03/2022
Nesta semana celebramos a data em que o Código Eleitoral passou a prever o direito ao voto sem distinção de s**o, conforme o Decreto 21.076, de 24 de fevereiro de 1932, sendo o marco do reconhecimento do direito ao voto feminino e ponto de partida para diversas outras demandas relacionadas à igualdade na participação política. No entanto, 90 anos se passaram e a igualdade de representação ainda está longe de ser uma realidade.
Ainda assim, houve muitas mulheres brasileiras que lutaram pelo reconhecimento do direito ao voto, atuando dentro e fora da arena política em busca de uma justiça representativa.
Ao longo desta semana, iremos homenagear algumas mulheres que fizeram parte dessa história. Hoje começamos pelo movimento sufragista, pelas primeiras mulheres a assumirem cargos legislativos, e por ativistas por direitos sociais.
Bertha Lutz (1894-1976) foi a grande referência do movimento sufragista brasileiro. A bióloga liderou a Liga pela Emancipação Intelectual da Mulher (LEIM), fundada em 1920, em Brasília.
Carlota Pereira de Queiroz (1892-1982) foi a primeira Deputada Federal eleita no Brasil, em 1933, sendo a única mulher entre 214 parlamentares.
Antonieta de Barros (1901-1952) era jornalista e foi a primeira Deputada Estadual eleita em Santa Catarina, em 1934. Muito antes, em 1922, fundou o jornal “A Semana”, veículo em que se pronunciava contra a discriminação de gênero e racial. Além disso, foi um projeto de lei de sua autoria que instituiu formalmente o Dia do Professor, celebrado em 15 de outubro.
Laudelina de Campos Melo (1904-1991) foi pioneira no ativismo pelos direitos das empregadas domésticas. Em 1936 fundou a primeira Associação de Trabalhadores Domésticos do Brasil, e sua atuação foi o embrião do primeiro reconhecimento de direitos dessa categoria profissional, que aconteceu somente em 1972. Apesar de Laudelina não ter ocupado nenhum cargo eletivo, sua militância marcou a história política do país.