Sonia Regina Ribas Timi - Perícias Judiciais e Extrajudiciais

Sonia Regina Ribas Timi - Perícias Judiciais e Extrajudiciais Pericia Judicial e Extrajudicial Cálculos Financeiros, Grafoscopia e Documentoscopia

11/08/2026
06/08/2026

Vamos olhar os projetos de Lei!!!!

O adicional de aposentadoria por filho: uma política bem-intencionada em terreno perigoso

O Projeto de Lei 6.841/2025, aprovado pela Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados, propõe um adicional de 5% na aposentadoria ou pensão por morte para cada filho — limitado a três —, totalizando até 15% do benefício para mulheres que comprovem terem se dedicado ao cuidado dos filhos. A intenção declarada é nobre: reconhecer o peso da maternidade sobre a trajetória profissional feminina. Mas a execução da ideia levanta problemas sérios que merecem escrutínio.

1. Insustentabilidade atuarial. O sistema previdenciário brasileiro já opera sob pressão fiscal crônica, agravada pela Reforma da Previdência de 2019 justamente para conter deficits estruturais. Criar um novo adicional — por mais que pareça pequeno individualmente — multiplicado por milhões de seguradas do INSS representa uma nova despesa permanente sem fonte de custeio claramente vinculada. Trata-se do tipo de benefício que soa barato no papel de uma comissão temática e caro na prática do Tesouro.

2. O limite de três filhos é arbitrário e mal justificado. Se a lógica da proposta é compensar o "tempo de cuidado" que impactou a vida profissional, por que parar em três? Uma mãe de quatro ou cinco filhos não teria, presumivelmente, um impacto profissional ainda maior? O corte parece motivado mais por contenção de custo do que por coerência com o próprio racional da política — o que sugere que a "compensação" é, na verdade, um teto orçamentário disfarçado de critério social.

3. Comprovação de "cuidado integral" é um pesadelo administrativo. Exigir que a segurada comprove ter se "dedicado ao cuidado dos filhos, sem perda do poder familiar" abre uma zona cinzenta enorme: como provar dedicação? Documentos escolares? Declarações de terceiros? Isso cria mais um gargalo burocrático em um INSS já notoriamente lento e sobrecarregado, com potencial para litígios e fraudes.

4. Risco de reforçar, em vez de corrigir, desigualdades. Mulheres em trabalho informal — justamente as mais vulneráveis, segundo a própria justificativa do projeto — são as que têm mais dificuldade de comprovar tempo de contribuição e vínculo documental de cuidado. Paradoxalmente, a política pode beneficiar mais quem já está formalizada e documentada do que quem o projeto diz querer proteger.

5. Por que via aposentadoria, e não políticas de conciliação trabalho-família? Compensar desigualdade de carreira materna pelo lado do benefício previdenciário, décadas depois, é tratar o sintoma no fim da vida laboral em vez da causa durante ela. Creches públicas, licença-parental mais equilibrada entre os gêneros e políticas de retorno ao trabalho têm impacto imediato na vida da mulher — o adicional na aposentadoria só aparece 30, 40 anos depois.

Do outro lado do debate, defensores do projeto — incluindo a relatora, deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), e o autor, deputado Duda Ramos (Podemos-RR) — argumentam que a maternidade gera perdas salariais e de progressão de carreira mensuráveis e bem documentadas na literatura econômica (o chamado "motherhood penalty"), e que compensar isso via previdência é tecnicamente equivalente a outras políticas já existentes, como a contagem integral da licença-maternidade para tempo de contribuição. Também argumentam que o caráter conclusivo do projeto (que dispensa votação em plenário) reflete consenso já formado sobre a necessidade da medida, e que o custo deve ser avaliado pelas comissões de Finanças e Tributação e CCJ antes de qualquer aprovação definitiva — etapas que o projeto ainda precisa cumprir.

Vale lembrar que a proposta ainda não é lei: precisa passar pelas comissões de Previdência, Finanças e Tributação, e Constituição e Justiça antes de entrar em vigor

Perito estuda todos os dias!! Ministrando aulas de Perícia em Recuperação judicial!!!
26/07/2026

Perito estuda todos os dias!! Ministrando aulas de Perícia em Recuperação judicial!!!

A troca de conhecimento fortalece a justiça.Ontem tive a satisfação de participar da reunião da Comissão de Direito Banc...
24/07/2026

A troca de conhecimento fortalece a justiça.

Ontem tive a satisfação de participar da reunião da Comissão de Direito Bancário da OAB/PR, da qual atuo como Membro Consultor, e a honra de compartilhar uma palestra sobre "Perícia Contábil Bancária: novas tendências, jurisprudência e desafios práticos".

Momentos como esse reafirmam a importância da aproximação entre a advocacia e a perícia contábil. Em um cenário de constante evolução legislativa, jurisprudencial e tecnológica, o diálogo técnico entre advogados e peritos é essencial para o aprimoramento da prestação jurisdicional.

O advogado conhece profundamente a estratégia processual, os fatos e os interesses de seu constituinte. O perito contábil, por sua vez, traduz questões financeiras, econômicas e patrimoniais em linguagem técnica, oferecendo ao Poder Judiciário elementos objetivos para a formação do convencimento.

Quando essas duas áreas atuam de forma colaborativa e respeitando a independência de suas funções, todos ganham: o processo se torna mais qualificado, a prova técnica mais consistente e as decisões judiciais mais seguras.

A perícia contábil bancária vive um momento de grandes transformações. Novos precedentes judiciais, o avanço da inteligência artificial, a crescente complexidade das operações financeiras e a necessidade de fundamentações cada vez mais robustas exigem atualização permanente de todos os profissionais envolvidos.

Agradeço à Comissão de Direito Bancário da OAB/PR pelo convite, pela acolhida e pela oportunidade de contribuir com esse importante debate. Compartilhar experiências e aprender com colegas comprometidos com a excelência técnica é uma das formas mais efetivas de fortalecer nossa atuação profissional.

Seguimos trabalhando para que a integração entre advocacia e perícia contábil continue produzindo provas técnicas de qualidade e contribuindo para uma Justiça cada vez mais eficiente, segura e fundamentada.

Da série que perito estuda todos os dias!!! Professor também, mais um ano de treinamento na  !!! Lá vamos nós para Goian...
13/07/2026

Da série que perito estuda todos os dias!!! Professor também, mais um ano de treinamento na !!! Lá vamos nós para Goiana para o treinamento mais animado, muito aprendizado e festa no final!!!

Perito estuda todos os diasA perícia não é apenas uma profissão, é um compromisso inabalável com a verdade e a precisão....
17/04/2026

Perito estuda todos os dias

A perícia não é apenas uma profissão, é um compromisso inabalável com a verdade e a precisão. ⚖️📖

Recentemente, concluí mais uma etapa de atualização com o curso CPC 51: Apresentação e Divulgação nas Demonstrações Contábeis. Mas por que um perito estuda todos os dias?

Diferente de outras áreas, o perito atua como os olhos do juiz em questões técnicas complexas. As normas mudam, a legislação se atualiza e as tecnologias evoluem. Para entregar um laudo técnico irretocável e garantir a justiça, a "reciclagem" não é opcional — é o que sustenta a nossa credibilidade.

Quem planta dedicação hoje, colhe autoridade amanhã. Seguimos em constante evolução! 🚀

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