15/07/2026
A resistência dos brasileiros ao testamento tem raízes culturais profundas. Falar sobre herança em vida parece de mau gosto, ou pior, parece antecipar algo que ninguém quer pensar. O resultado é que a maioria das famílias só descobre as consequências dessa omissão no momento mais difícil, quando já não há como mudar nada.
Sem testamento, a lei decide. E a decisão da lei nem sempre reflete o que o falecido teria escolhido. Além disso, o processo de inventário sem planejamento prévio tende a ser mais longo, mais caro e mais desgastante para todos os envolvidos.
A lei reserva pelo menos metade do patrimônio para os herdeiros necessários, filhos, cônjuge e ascendentes. Mas a outra metade pode ser distribuída livremente, inclusive para pessoas fora da família, com condições específicas ou destinada a quem o falecido entendia que mais precisava.
Fazer um testamento não é um gesto de morbidez. É uma forma concreta de cuidar das pessoas que você ama, mesmo depois que não estiver mais aqui.
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