Francisco Cunha Advocacia

Francisco Cunha Advocacia Cunha Souza, Filho - Sociedade de Advogados

Direito civil, família, sucessões, consumidor e saúde

Filiação nem sempre se resume ao vínculo biológico.Quando uma pessoa é tratada, apresentada e reconhecida publicamente c...
17/08/2026

Filiação nem sempre se resume ao vínculo biológico.

Quando uma pessoa é tratada, apresentada e reconhecida publicamente como filho, pode surgir uma discussão sobre filiação socioafetiva.

Em fevereiro de 2026, o STJ decidiu que o reconhecimento da paternidade socioafetiva após a morte não depende, necessariamente, de uma manifestação formal deixada pelo falecido. É preciso, porém, comprovar a existência do chamado estado de filho.

O reconhecimento pode produzir efeitos no registro civil, no nome, no parentesco e na sucessão.

Isso não significa que todo vínculo de carinho se transforme automaticamente em paternidade. A convivência, o comportamento familiar, as provas e o contexto precisam ser avaliados cuidadosamente.

Quando essa questão é enfrentada apenas depois do falecimento, uma história de afeto pode se transformar em um conflito complexo entre familiares e herdeiros.

Cunha Souza, Filho - Sociedade de Advogados
Direito de Família e Sucessões

14/08/2026

Você fez testamento?
Talvez seja a hora de pensar nisso.

Testamento não é só para quem tem grandes patrimônios.

É uma forma de organizar a sucessão, proteger pessoas queridas, evitar conflitos e garantir que sua vontade seja respeitada.

Planejar hoje é cuidar do amanhã.

É comum acreditar que quem trai perde patrimônio ou recebe uma parte menor no divórcio.Em regra, a divisão dos bens segu...
14/08/2026

É comum acreditar que quem trai perde patrimônio ou recebe uma parte menor no divórcio.

Em regra, a divisão dos bens segue o regime adotado pelo casal, a origem do patrimônio e o momento em que cada bem foi adquirido. A partilha não funciona como uma punição pelo fim da relação.

Isso não significa que todas as condutas praticadas durante o casamento sejam irrelevantes. Ocultação de patrimônio, fraude ou utilização indevida de bens comuns podem gerar discussões jurídicas específicas e precisam ser demonstradas.

A dor emocional provocada pela traição é real. Porém, uma condução jurídica estratégica precisa separar o conflito afetivo da análise patrimonial.

Antes de aceitar ou assinar uma proposta de partilha, organize documentos e entenda quais bens realmente devem ser divididos.

Cunha Souza, Filho - Sociedade de Advogados
Direito de Família e Sucessões

Guarda compartilhada é frequentemente confundida com guarda alternada.Na guarda compartilhada, pai e mãe permanecem resp...
12/08/2026

Guarda compartilhada é frequentemente confundida com guarda alternada.

Na guarda compartilhada, pai e mãe permanecem responsáveis pelas decisões importantes relacionadas à saúde, educação, rotina e desenvolvimento dos filhos.

Isso não exige, necessariamente, uma divisão exata do tempo de convivência. O modelo precisa funcionar para a criança, não apenas parecer equilibrado para os adultos.

A pensão alimentícia também não é automaticamente excluída. Quando existe diferença de renda ou concentração de despesas em uma das residências, ainda pode ser necessária uma contribuição financeira.

O foco não deveria ser descobrir quem ficou com mais dias. O ponto central é organizar responsabilidades de maneira estável, clara e compatível com as necessidades do filho.

Cada configuração familiar exige análise individual.

Cunha Souza, Filho - Sociedade de Advogados
Direito de Família e Sucessões

Um documento assinado entre ex-cônjuges pode registrar intenções, mas não necessariamente produzir a transferência patri...
10/08/2026

Um documento assinado entre ex-cônjuges pode registrar intenções, mas não necessariamente produzir a transferência patrimonial esperada.

Em decisão publicada em abril de 2026, o STJ entendeu que a partilha consensual realizada no divórcio precisa observar as formalidades legais.

Quando houver acordo e o procedimento extrajudicial for possível, a divisão deve ser formalizada por escritura pública. Fora dessas condições, a partilha deverá ser realizada judicialmente.

O risco do contrato particular é acreditar que tudo foi resolvido enquanto imóveis, quotas empresariais e outros bens continuam juridicamente sem uma divisão válida.

Divórcio e partilha não precisam acontecer no mesmo momento. Mas deixar a regularização patrimonial para depois pode gerar insegurança e novos conflitos.

Antes de assinar ou executar um acordo, verifique se o instrumento escolhido realmente produzirá os efeitos desejados.

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Direito de Família e Sucessões

Pensão alimentícia costuma se transformar em uma disputa entre adultos. Mas o valor não deve funcionar como prêmio para ...
07/08/2026

Pensão alimentícia costuma se transformar em uma disputa entre adultos. Mas o valor não deve funcionar como prêmio para quem recebe, nem como punição para quem paga.

A análise precisa considerar as necessidades reais de quem depende do pagamento, a capacidade econômica de quem contribui e a proporcionalidade diante da realidade familiar.

Não existe um percentual automático aplicável a todos os casos. Renda, patrimônio, despesas, saúde, educação e a rotina de cuidados podem influenciar a definição do valor.

Também não é seguro reduzir, aumentar ou interromper o pagamento por conta própria. Mudanças relevantes precisam ser demonstradas e formalizadas pelos meios adequados.

Cada família possui uma realidade. Antes de tomar uma decisão, busque orientação jurídica para compreender o que pode ser solicitado ou revisto no caso concreto.

Cunha Souza, Filho - Sociedade de Advogados
Direito de Família e Sucessões

06/08/2026

O verdadeiro custo de uma disputa entre sócios quase sempre é maior do que o da prevenção.

Um Acordo de Sócios bem estruturado protege a empresa, preserva a relação entre os sócios e evita que conflitos comprometam o patrimônio, o tempo e o futuro do negócio.

Prevenir é sempre mais inteligente do que remediar.

Quando o inventário pode ser feito no cartório? O inventário extrajudicial é possível, mas depende do cumprimento de req...
03/08/2026

Quando o inventário pode ser feito no cartório?

O inventário extrajudicial é possível, mas depende do cumprimento de requisitos legais.

Direito

28/07/2026

Meu pai morreu. Posso resolver tudo direto no cartório?

Nem sempre. O inventário extrajudicial exige que todos os herdeiros sejam capazes e estejam de acordo. A presença de menor de idade, divergências ou outras situações previstas em lei pode exigir o inventário judicial.

Antes de procurar o cartório, consulte um advogado e entenda qual caminho se aplica ao seu caso.

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