06/05/2026
O ano de 2026 marca um impasse no debate sobre o trabalho em plataformas. O Congresso não conseguiu avançar nas discussões pertinentes à relação que se estabelece entre quem trabalha e quem contrata, e agora a decisão se desloca ao STF, sob o Tema 1291.
Embora a plataformização do trabalho possa remeter diretamente a motoristas de aplicativos e a entregadores, o que está em jogo é um assunto muito maior, e que impacta a todos: o conceito do trabalho protegido no século XXI.
Se de um lado a promessa é de que os trabalhadores dos aplicativos terão autonomia, de outro, a realidade mostra controle, dependência econômica e gestão algorítmica intensa.
Enquanto isso, o mundo avança nas discussões acerca da plataformização. É hora do Brasil avançar na discussão, sem ficar para trás, ou validar um modelo de trabalho em que o risco é integralmente do trabalhador, sem qualquer traço da autonomia prometida.
O que se discute neste momento não é uma disputa jurídica.
É uma escolha sobre o futuro do trabalho no Brasil.
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