Graziela Engelhardt Advocacia

Graziela Engelhardt Advocacia Direito de família e violência doméstica.

24/02/2022

Quinta-,feira, véspera de carnaval e eu queria estar com a cara enfiada no glitter já, mas tô aqui, escrevendo um recurso.

É tão ruim ler uma decisão ABSURDA de um (a) juíz (a) que deveria em tese proteger um lado vulnerável (suspiro).

Nem sempre conseguimos a decisão que queremos e "tá tudo bem" (Alves, Helena), pois faz parte do rolê.

Meu ego não é inflado e não sofro quando "perco" porque não é uma guerra. No processo são duas partes com duas histórias, quem contar sua versão melhor, de acordo COM A LEI e PROVAR, tem a decisão ao seu favor.

Agora, o que é difícil, tira meu sono e aumenta minha pressão, é ler uma decisão totalmente absurda favorecendo um agressor/ abusador e perpetuando a violência contra uma mulher e seu filho.

A violência contra a mulher quando cessa em casa, se perpetua no judiciário.

P.S- A leitura do protocolo de julgamento com perspectiva de gênero deveria ser exigência no judiciário!

Recebi esta pergunta no direct de uma mãe e a resposta sem conhecer o caso é DEPENDE. Tudo depende do que está escrito n...
07/01/2022

Recebi esta pergunta no direct de uma mãe e a resposta sem conhecer o caso é DEPENDE.

Tudo depende do que está escrito no seu acordo!

Se no seu acordo não constar expressamente que a matrícula, o material e o uniforme serão pagos pelo genitor ou dividido entre vocês ou reembolsado, infelizmente deverá sim ser pago com o valor da pensão alimentícia que você recebe mensalmente.

Dica: na hora do acordo, coloque no papel todas as despesas, mesmo que extraordinárias, e deixe TUDO especif**ado para que você não saia no prejuízo e não tenha que entrar com revisão da pensão de imediato.

Um acordo bem feito é paz na vida (ou na guerra)!

Sempre procure um (a) advogada (a) especialista e com perspectiva de gênero para auxiliá-la.

Essa mensagem minha cliente recebeu do genitor da filha. O fulano pediu demissão da empresa que trabalhava e decidiu que...
26/10/2021

Essa mensagem minha cliente recebeu do genitor da filha.

O fulano pediu demissão da empresa que trabalhava e decidiu que vai f**ar um tempo descansando, por isso a pensão vai diminuir, segundo ele.

Eu dei uma gargalhada quando ela me mostrou, pois é inacreditável!!

Além de não ter responsabilidade nenhuma paterna, ainda se acha o (a) juiz (a) e decide diminuir por conta própria os alimentos e que se dane a filha e a mãe.

Mães, atenção:
⚠️Desemprego não é motivo para que o fulano deixe de pagar pensão e tampouco para diminuição sem uma ação.

⚠️ Para que a redução ocorra é necessário que o genitor entre com uma ação - que se chama revisional de alimentos, na qual o (a) juiz (a) irá analisar o caso e diminuirá ou não o valor.

⚠️ Só o juiz pode determinar a redução!!!!

⚠️Se o fulaninho diminuir por conta própria, você pode propor execução de alimentos da parte que ele deixou de pagar, inclusive solicitando a prisão, caso não pague.
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*Minha cliente autorizou que eu usasse a mensagem para essa publicação.

Estamos juntas, Andresa!             .ins---O fisioterapeuta paranaense Adriano Tiezerini, 40 anos, será julgado pelo Tr...
05/10/2021

Estamos juntas, Andresa!



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O fisioterapeuta paranaense Adriano Tiezerini, 40 anos, será julgado pelo Tribunal do Júri no dia 13 de outubro, a partir das 9h30, em Curitiba. Ele é acusado de mandar matar a ex-namorada catarinense Andresa Mendes, 43 anos, por não aceitar o fim do relacionamento.⠀

Na denúncia, o Ministério Público do Paraná enquadrou agravantes como motivo fútil e crime contra mulher, envolvendo violência doméstica e familiar. Adriano Tiezerini está preso no Complexo Médico Legal do Paraná – CMP, desde janeiro de 2021 por descumprir medidas restritivas, como sair sem autorização da comarca do Paraná. Antes da prisão, ele chegou a usar tornozeleira eletrônica.⠀

Leia a matéria completa www.bandab.com.br e baixe nosso aplicativo. ⠀
Link nos stories ⬆⠀

Foto: Divulgação

Todos esses comentários foram retirados de publicações que falavam sobre o caso da Dayane e do Nego do Borel. Sabe o que...
27/09/2021

Todos esses comentários foram retirados de publicações que falavam sobre o caso da Dayane e do Nego do Borel.

Sabe o que eles têm em comum?

TODOS FORAM ESCRITO POR MULHERES!

Triste, não?!

Esse é o retrato da sociedade patriarcal que vivemos, onde as mulheres reproduzem o machismo.

"Ah, Graziela, mas fomos criadas assim, fazer o que?!"

Sim, eu também vim de uma educação totalmente machista, mas fiz meu corre. Fui atrás de entender o que isso signif**a e o que poderia fazer para mudar na minha vida e na dos que me cercam.

Ainda tenho pensamentos machista, mas tento identif**ar e me corrigir. Faz parte do processo!

Todavia, é inaceitável que nós, mulheres, tenhamos esse tipo de comportamento/discurso em relação a uma situação clara de violência contra outra mulher, a responsabilizando pelo ato de seu agressor/abusador!

Estamos em 2021 e não na idade média!

Eu tenho pensado muito na questão do envelhecimento e sobre como eu quero assumir esse processo da melhor forma possível...
01/09/2021

Eu tenho pensado muito na questão do envelhecimento e sobre como eu quero assumir esse processo da melhor forma possível, afinal, estou com 41.

Tenho tido discussões incríveis com amigas sobre o tema, visto muitas mulheres assumirem o grisalho de forma potente e inspiradora e pensado muito sobre a minha qualidade de vida.

Li na um artigo que dizia que o envelhecimento pode vir acompanhado de uma forte sensação de liberdade e de felicidade e, que já foi inclusive , comprovado por cientistas.

A antropóloga falou com a revista sobre o assunto e disse que "os pesquisadores descobriram uma 'curva' da felicidade: esse sentimento é maior no início da vida, diminui ao longo dos anos, chegando ao ponto mais baixo por volta dos 45 e, depois, volta a crescer."

Uma das minhas maiores questões internas era: E agora com 41, o que posso fazer ou não?

Vejo mulheres se autoquestionando sobre isso e pessoas dizendo que não temos mais idade pra isso ou para aquilo - Eu mesma já disse e recentemente escutei.

, jornalista, tem uma resposta na ponta da língua para esses comentários sem noção, que compartilho e ASSINO embaixo.

Sobre não ter mais idade para algumas coisas, ela disse à revista:

"Não tenho mesmo. Nem pra gente que me patrulha, nem pra fazer o que eu não quero e muito menos pra só fazer aquilo que querem que eu faça.

Não tenho mais idade, nem tempo e nem s**o pra sermão de quem não sabe nada da minha vida. Hoje eu só visto o que quero e me deixa confortável, inclusive shortinho, decote e biquíni.

Uso cabelo comprido sim e castanho. E, se me der vontade, corto curto e pinto de azul.

Adoro s**o e adoro poder dizer que adoro s**o. E acredito no amor. Sabe o que é o melhor de passar dos 50 (mas você pode treinar em qualquer idade)? Não ter a menor expectativa de que todo mundo goste de você. É o maior barato - além de profundamente libertador - não dar a mínima pro que pensam de mim. Sem ressentimentos. Sem irritação. Simplesmente dou de ombros e sigo minha vida porque não tenho mais idade pra perder tempo não sendo eu mesma".

Faço das palavras da Ana, as minhas.

Feliz nossos 40, 50, 60... 👊👊

Essa mensagem eu mandei para uma cliente que mudou de cidade, se afastou do agressor, conseguiu um trabalho e está recom...
31/08/2021

Essa mensagem eu mandei para uma cliente que mudou de cidade, se afastou do agressor, conseguiu um trabalho e está recomeçando a vida.

A diferença do antes e depois dela, visto pela simples foto do perfil do WhatsApp é nítida - Não só de aparência, mas de energia.

Um relacionamento tóxico/abusivo/agressivo tira a vida em todos os sentidos das mulheres.

Sair desse ciclo de violência é libertador. Eu sinto como se elas fossem reanimadas e trazidas de volta à vida.

E, é lindo ver este renascer! ❤️

Eu precisei trocar de ares esta semana para recarregar a energia, colocar meus pensamentos em ordem e dar atenção à minh...
11/08/2021

Eu precisei trocar de ares esta semana para recarregar a energia, colocar meus pensamentos em ordem e dar atenção à minha filha, então, corri para casa da minha mãe.

Em virtude dessa nova possibilidade que o virtual nos proporcionou, meu escritório coube na mala (computador, celular, agenda e token) e mesmo longe de Curitiba, continuo atendendo clientes pelo Brasil e realizando meu trabalho.

Eu não escolhi a advocacia, ela me escolheu e sou muito grata por isso.

Não há, pelo menos para mim que advogo para mulheres e mães, glamour na profissão. Todo dia é faca na caveira.

Diante de toda evolução da profissão, troquei o "doutora" por "Graziela, apenas", passei a atender de forma humanizada e artesanal, ouvindo as dores das minhas clientes com atenção e procurando a melhor solução sempre, livre de julgamento, com empatia e sororidade.

Descobri na advocacia minha vocação e dela fiz meu propósito de vida.

É exaustivo, o perregue é diário e o choro é livre, mas ver uma mulher/mãe com seus direitos garantidos e fora de um ciclo de violência, compensa.

Feliz advocacia humanitária e democrática. ❤️

11 de agosto, dia da advocacia. ⚖️
📸 By Gabriela

07/08/2021

15 anos da Lei Maria da Penha.

🗣️ Eu não estou dando conta de um montão de coisas e tá tudo bem. 📸
29/06/2021

🗣️ Eu não estou dando conta de um montão de coisas e tá tudo bem.

📸

01/06/2021

O agressor/abusador e a sua manipulação que torna a vítima culpada pela agressão/abuso que sofre, fazendo-a prisioneira (pela própria culpa) em um relacionamento abusivo por anos ou por uma vida.

A Guarda compartilhada é regra em nosso ordenamento jurídico (o que sou contra, mas isso f**a para outro post). Porém, a...
14/05/2021

A Guarda compartilhada é regra em nosso ordenamento jurídico (o que sou contra, mas isso f**a para outro post). Porém, a decretação depende da análise do caso concreto, especialmente quando estamos diante de violência doméstica.
Esse modelo de guarda, entendido como “o melhor para criança”, pressupõe o compartilhamento equilibrado da convivência e de todas as responsabilidades relacionadas à vida dela entre os genitores (conceito utópico, a meu ver). O que signif**a dizer que pai e mãe devem conversar e entrar em acordo sempre em relação a vida dos filhos.
Em um caso de violência doméstica esse compartilhamento se torna inviável.
A violência de gênero no âmbito familiar é uma forma da estrutura patriarcal que vivemos, onde a suposta hierarquia entre homens e mulheres impera.
Apenas porque a lei define a guarda compartilhada como “melhor interesse da criança”, não pode o juízo desconsiderar um contexto fático de violência.
A pergunta que deve ser feita por todos, em especial para os operadores do direito, é se o genitor que agride uma mulher que, inclusive, é mãe de seus filhos, pode ser considerado um bom pai e digno do exercício da guarda compartilhada?
No meu ponto de vista e de alguns Tribunais, não! Agressão é, sem dúvida, uma conduta desabonadora para o exercício da guarda.
Já imaginou uma mãe que sofre/sofreu violência doméstica ter que entrar em contato com o agressor para resolver algo ligado aos filhos?
Não raro vejo agressores requerendo guarda compartilhada apenas no intuito de violentar mais aquela mulher, usando os filhos como meio de controle.
Mariana Regis diz que: “Violência doméstica é sobre poder e controle. (...) Impor guarda compartilhada implica em revitimizar esta mulher que não conseguirá deixar este ciclo de violência se for obrigada a deliberar conjuntamente com o seu agressor a respeito de questões ligadas à criação do filho.”

E, é isso!
P.S- Existem dois projetos importantes de Lei, um na Câmara e outro no Senado, com objetivo de vedar a guarda compartilhada em casos de violência doméstica. 🙏

Endereço

Curitiba, PR

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