28/04/2026
Essa célebre frase foi dita por Malala Yousafzai, em 12 de julho de 2013, em seu primeiro discurso público, proferido à ONU, após sobreviver ao atentado que sofreu do Talibã, justamente por defender que meninas e mulheres frequentem a escola.
Ela, à época, com 16 anos, completados naquele dia, conseguiu expressar a potência e a capacidade de transformação que só a educação tem. Paquistanesa, estudante e ativista, foi a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz, em 2014.
Voltando os olhos ao Brasil, citamos Paulo Freire, o Patrono da Educação Brasileira, mundialmente reconhecido pela metodologia de alfabetização de adultos que, dentre tantas afirmações, concluiu: “A educação é um ato de amor, por isso, um ato de coragem”.
É preciso ter coragem para ensinar, estar em sala de aula é ousar plantar sementes diárias de esperança na vida de pessoas que vivenciam as mais distintas realidades. Conseguir alcançar e tangenciar essas perspectivas, apresentando-lhes novos horizontes possíveis, mesmo que antes inimagináveis, é desafiador.
Os desafios também existem porque a docência no Brasil, desde há muito, é alvo de ataques e boicotes - e não é por acaso, afinal, sabe-se ser o instrumento mais eficaz de revolução a médio e longo prazo. Por isso, são frequentes as tentativas de criminalização da atuação de professoras e professores, bloqueio de verbas e redução de financiamentos públicos das escolas e universidades.
A todas e todos os que se dedicam à educação crítica, libertadora, inclusiva e emancipadora: desejamos toda coragem para o enfrentamento necessário à defesa intransigente da transformação que começa em sala de aula e alcança o mundo.