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24/09/2026

Puxaram a ficha. Réu primário. Nunca tinha respondido a um processo.
Esse trecho é de uma sustentação minha no Tribunal do Júri. A acusação repetia "vamos condenar, vamos condenar" e tentava convencer os jurados com um adjetivo, porque prova daquilo não havia.
O jurado não é chamado para julgar quem o réu parece ser. É chamado para julgar o que está nos autos. Quando a ficha está limpa e a palavra "perigoso" é tudo o que a acusação tem, o que está em julgamento não é o fato, é o rótulo.
E rótulo, no Júri, custa anos de prisão para alguém.
Se você conhece alguém que foi condenado pelo que disseram dele, e não pelo que fez, compartilhe.

14/07/2026

Não se pode desviar o debate para temas que não pertencem ao processo.
Se o julgamento não trata de terra, grilagem ou qualquer questão paralela, isso não pode ser usado para confundir o Conselho de Sentença.
A audiência é pública.
O processo não é sigiloso.
A população participa, por meio dos jurados, justamente para exercer a Justiça em nome da sociedade.
Por isso, a Defesa precisa lembrar:
não se julga impressão.
não se julga narrativa lateral.
julga-se prova.

17/06/2026

A Defesa criminal não existe para distorcer fatos.
Existe para impedir excessos, corrigir enquadramentos e exigir que a condenação corresponda exatamente ao que foi provado.
É possível pedir condenação? Sim.
Mas não se pode aceitar uma acusação maior do que a prova permite.
Para falar em tentativa de homicídio, é indispensável demonstrar a vontade de matar.
Sem animus necandi, não há tentativa.
O Tribunal do Júri precisa decidir com base na prova, não em falas aleatórias, narrativas ampliadas ou acusações que mudam conforme o debate.
⚖️ Justiça não é condenar mais.
Justiça é condenar certo.

05/06/2026

Não basta dizer que determinada pessoa pertence ao “comando” de uma organização criminosa. É necessário demonstrar qual era sua função, quais atos praticou e quais elementos concretos vinculam sua conduta ao fato julgado.
A expressão “todo mundo sabe” não serve como fundamento para uma condenação.
Com absoluto respeito ao Ministério Público, seu papel constitucional é essencial à Justiça. Justamente por isso, o debate entre acusação e Defesa deve permanecer firme, técnico e responsável — jamais orientado pela condenação a qualquer custo.
No Tribunal do Júri, os jurados avaliam a prova e decidem a causa.
⚖️ Rótulos impressionam.
Mas somente a prova legitima uma condenação.

02/06/2026

A acusação sustentava tentativa de homicídio. Mas a Defesa apresentou uma pergunta essencial:
qual circunstância alheia à vontade do agente impediu a consumação?
Para compreender a diferença, basta imaginar uma situação: alguém tenta disparar, mas uma terceira pessoa derruba a arma. Nesse caso, há uma intervenção externa.
Mas se ninguém impede a continuidade da conduta e o próprio agente decide parar, o enquadramento jurídico precisa ser analisado com rigor.
A Defesa não pede que ninguém seja isentado de responsabilidade. Pede apenas que cada pessoa responda exatamente pelo que fez e pelo que foi efetivamente provado.
⚖️ No processo penal, Justiça também significa não exagerar a acusação.

24/05/2026

Quando alguém afirma que sentiu medo, a Justiça precisa analisar o contexto com responsabilidade.
Se passaram 6 anos.
Nada aconteceu.
Depois da suposta ameaça, o acusado ainda permaneceu preso por meses.
Quando saiu, não praticou qualquer ato contra a pessoa que dizia temê-lo.
A pergunta da Defesa é direta:
onde está a ameaça concreta?
No Tribunal do Júri, a dúvida precisa ser enfrentada com coragem.

21/05/2026

A tese do privilégio exige análise séria do contexto.
E o contexto está nos autos.
A testemunha ocular confirmou que havia som alto.
Esse fato não pode ser tratado como dúvida artificial ou detalhe irrelevante.
No Tribunal do Júri, não se julga com recortes.
Julga-se com a verdade completa.
⚖️ Justiça exige leitura honesta do processo.

18/05/2026

Entender a diferença entre excesso doloso e culposo é crucial. Agir por imprudência na defesa é uma coisa; continuar atacando voluntariamente após cessada a agressão é outra. Um pode levar à impunidade, o outro a décadas de prisão. A justiça depende dessa distinção clara.

11/05/2026

Dia 12/05/2026, o réu será julgado pelo Tribunal do Júri pela morte de Thiago de Souza Ruiz — policial militar do Estado de Mato Grosso.
Antes mesmo do julgamento, circulam nas redes sociais vídeos publicados em perfis aleatórios, com NARRATIVA FABRICADA para inverter a realidade. Vídeos que:
❌ Trocam o papel de vítima e agressor
❌ Atacam a memória de um servidor público assassinado
❌ Tentam transformar quem ATIROU MAIS DE DEZ VEZES PELAS COSTAS — fora de serviço, e visivelmente embriagado — em "policial cumprindo seu dever"
❌ Convocam a opinião pública para opinar sobre um caso que pertence ao Conselho de Sentença
Como ASSISTENTE DA ACUSAÇÃO, acompanhamos esta campanha. E não vamos permitir que uma narrativa inverídica prevaleça sobre a vida de Thiago.
O vídeo acima não é opinião.
É a sequência íntegra do circuito de câmeras de segurança, retirada dos autos do processo. Sem cortes. Sem trilha. Sem reencenação.
A mesma sequência que será exibida ao Conselho de Sentença.
Assista. Tire suas conclusões.
📢 AJUDE A VERDADE A CHEGAR MAIS LONGE:
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➡️ COMENTE abaixo o que você viu nas imagens
➡️ MARQUE alguém que precisa conhecer a realidade dos fatos
➡️ SALVE este post para acompanhar até o julgamento no dia 12
A sociedade que se comoveu com a morte de Thiago tem o direito de não ser enganada sobre como ela aconteceu.
⚖️ Justiça por Thiago. . .

07/05/2026

Não se pode chamar uma arma de uso permitido de “arma de guerra” apenas para causar impacto.
A classificação jurídica exige técnica, norma e fundamento.
Mas o mais importante é outro ponto:
a arma sequer foi apreendida.
Sem apreensão, sem vestígio adequado e sem análise técnica suficiente, não se pode transformar uma lacuna da investigação em culpa do acusado.
⚖️ No processo penal, quem acusa precisa provar.

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