14/04/2021
Em tempos de pandemia e instabilidade econômica mundial, onde, ao mesmo tempo que se combate um vírus, também luta-se pela manutenção de empregos e empresas, nada mais apropriado que falarmos sobre crise, seus tipos e efeitos.
As causas da crise são diversas podendo se desenvolver, basicamente, de três formas: patrimonial, financeira e econômica.
A crise patrimonial, sem rodeios, é quando os ativos da empresa são inferiores ao passivo. Em que pese seja um indicador de insolvência, não traz grandes preocupações aos empresários de modo geral.
Já a crise financeira é a falta de liquidez da atividade. É facilmente detectável analisando-se o fluxo de caixa da empresa, onde observa-se que os recursos monetários estão abaixo do que a empresa necessita para honrar suas obrigações de determinado período e pode acabar travando a operação.
A crise econômica é refletida pelos abalos, que podem ser locais, setoriais, regionais ou globais, sofridos pela produção e consumo, podendo desencadear desemprego, falências, alterações no preço e depreciação de ativos.
A empresa que tem como foco gerar riqueza, criar postos de trabalho, arrecadar tributos e desenvolver relevante função social, as vezes é acometida por uma das crises citadas acima e não é raro que seja acometida por mais de uma (crise fatal – somatória dos tipos de crise), o que pode desencadear uma série de consequências negativas à atividade como o enxugamento da produção, a perda de crédito e credibilidade e, até mesmo, a dilapidação patrimonial, quer seja para resolver momentaneamente algum gargalo financeiro, quer seja por medidas tomadas pelos credores para satisfação de seu crédito.
No entanto, não é o fim da linha para a atividade. Hoje, o empresário possui tecnologias e procedimentos ao seu alcance que possibilitam a travessia do momento de crise e retornar a produção anterior e, por vezes, de forma até melhor.