28/09/2026
EU ABRI MÃO DE R$ 93 MIL. MAS ESSA NÃO É A PARTE MAIS IMPORTANTE DESSA HISTÓRIA.
Essa família já tinha investido quase R$ 100 mil no planejamento patrimonial quando decidimos interromper o projeto.
E isso aconteceu depois de muita coisa já ter sido feita.
Empresas abertas.
Patrimônio organizado.
Doação de quotas.
Sucessão começando a ser estruturada.
Até que chegamos na parte que nenhum contrato social resolve sozinho:
as conversas difíceis entre a família.
Planejamento sucessório não é apenas imposto, holding familiar ou economia em um futuro inventário.
Em algum momento, alguém precisa decidir quem controla, quem administra, como os filhos participam, quais regras devem permanecer e o que acontecerá quando os pais não estiverem mais aqui.
E nem toda família está preparada para ter essa conversa.
Eu poderia olhar para essa história e lamentar os R$ 93 mil que deixei de receber.
Mas não é isso que me preocupa.
O que me preocupa é saber que uma conversa difícil hoje pode se transformar em um problema muito maior amanhã.
Porque hoje ainda existem pais e filhos sentados à mesma mesa.
Amanhã, talvez existam apenas herdeiros tentando interpretar aquilo que os pais gostariam que tivesse sido feito.
Planejamento sucessório não cria os conflitos de uma família.
Muitas vezes, apenas os coloca sobre a mesa enquanto ainda existe tempo para resolvê-los.
E talvez essa seja uma das partes mais importantes — e menos faladas — de organizar um patrimônio.