09/09/2026
Às vezes, um pai, uma mãe, um avô ou outro familiar precisa de ajuda para resolver determinadas questões do dia a dia.
Pode ser para tratar de documentos, comparecer a determinados locais, resolver questões administrativas, representar a pessoa perante uma instituição ou praticar algum ato específico.
Quando essa pessoa pode manifestar sua vontade e deseja autorizar alguém de sua confiança, a procuração pode ser uma alternativa para facilitar essa representação.
E existe um ponto muito importante: fazer uma procuração não significa entregar poderes ilimitados a outra pessoa.
No documento podem ser definidos exatamente quem será o procurador, para qual finalidade ele poderá representar o familiar e quais poderes estará autorizado a exercer. O Código Civil, inclusive, diferencia os poderes gerais daqueles que precisam ser concedidos de maneira especial e expressa.
Mas atenção: se o familiar não consegue manifestar validamente sua vontade, não significa que outra pessoa possa simplesmente fazer uma procuração por ele. A situação deve ser analisada individualmente, pois podem existir outros instrumentos jurídicos adequados ao caso. A legislação também assegura às pessoas com deficiência capacidade legal em igualdade de condições, prevendo medidas específicas de apoio ou curatela quando necessárias.
Cada situação é única.
Se você tem um familiar que precisa de auxílio para determinados atos, converse com o cartório mais próximo e tire suas duvidas.