08/02/2021
Vamos iniciar a semana com um tema bem delicado, aliás, como tudo que envolve nossos pequenos.
Frequentemente nos deparamos com situações em que o casal tem uma enorme dificuldade em estabelecer o exercício da guarda e o das visitas. Às vezes, por excesso de zelo, quando um se acha em melhores condições que o outro ou, até mesmo, por simples implicância, o casal acaba transformando a vida dos filhos em uma verdadeira confusão traumática.
A título de exemplo, quando é estabelecida a guarda compartilhada, tendo a residência da mãe como referência e as visitas em finais de semana com o pai, se acontece alguma coisa, qualquer coisa (uma simples queda, um arranhão, um resfriado) aos finais de semana, é porque o pai não sabe cuidar direito; por sua vez, se acontece durante a semana, é porque a mãe não sabe cuidar direito. E o casal acaba passando essa situação para os filhos: “Seu pai não sabe cuidar de você! ”, “Sua mãe não sabe cuidar de você! ”
Situações mencionadas acima acabam gerando um conflito interno tão grande que a criança passa a achar que o melhor é deixar de visitar o pai, ou o melhor é morar com o pai, ou o melhor é morar com a mãe, ou o melhor é não f**ar com nenhum dos dois para não chatear nenhum... A criança/adolescente cresce sob uma pressão tão forte e, consequentemente, seu emocional f**a absolutamente conturbado.
“O rompimento de um casamento consolidado signif**a um luto para a criança e para o casal, já que haverá a perda da rotina e dos papéis construídos dentro do contexto familiar. O final desejável de uma separação é que os pais não confundam o casal conjugal desfeito com o parental, que continua para sempre. Misturar os papéis implica vivenciar um divórcio de forma melancólica, insegura e instável”, psicanalista Giselle Groeninga.
Por mais que cada um tenha seu ponto de vista, acreditamos que os pais não precisam dizer certas frases aos filhos, principalmente se estiverem passando por algum processo de divórcio.
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