22/08/2026
Nos últimos dias, o noticiário foi tomado por histórias de mulheres vítimas de violência.
Mulheres perseguidas.
Mulheres agredidas.
Mulheres tentando fugir.
Mulheres que denunciaram.
Mulheres que, infelizmente, não tiveram tempo de pedir ajuda.
Meninas e mulheres que tiveram suas vidas interrompidas.
Quando vemos tantas notícias em sequência, existe o risco de que a repetição produza justamente o que não podemos permitir: a normalização.
Não são apenas manchetes.
SÃO VIDAS.
São famílias.
São filhos.
São histórias interrompidas.
E a violência contra a mulher não começa, necessariamente, no feminicídio.
Ela pode começar no controle, na humilhação, na ameaça, no isolamento, na violência psicológica, patrimonial, sexual ou física.
Por isso, reconhecer os sinais e buscar ajuda antes que a violência escale também é uma forma de proteção.
A violência não é normal.
A culpa nunca é da vítima.
E nenhuma mulher deveria precisar provar que “merecia” ser protegida.
Que essas notícias não sejam apenas mais algumas que passamos, lemos e esquecemos.
Que elas nos façam perguntar:
Até quando?
Porque toda vez que a violência é normalizada, uma mulher f**a mais vulnerável a ser a próxima notícia.